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Suprema Corte dos EUA aprova mapa que favorece republicanos no Alabama

Mudança impacta a representação de eleitores negros na região

Gabriel Azevedo03 de junho de 2026 às 07:45
Suprema Corte dos EUA aprova mapa que favorece republicanos no Alabama

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta terça-feira, permitir que Alabama utilize um novo mapa eleitoral que beneficia o Partido Republicano, revertendo uma decisão anterior que considerou essa redistribuição como discriminatória em relação aos eleitores negros.

Com uma maioria conservadora de seis juízes, a corte acatou um pedido de emergência do estado para usar o mapa de 2023, onde apenas um dos sete distritos tem população majoritariamente negra. Essa mudança resulta na exclusão de um dos dois distritos que possuíam representação majoritária afro-americana.

Decisão foi criticada por juízes liberais, que afirmaram que a medida ignora os princípios democráticos e o Estado de Direito.

Os três juízes da ala liberal manifestaram sua discordância, enfatizando que essa decisão permite discriminação aberta contra eleitores negros. A liderança republicana do Alabama havia solicitado uma revisão no caso após um tribunal inferior rejeitar o uso do novo mapa.

Contexto

A decisão da Suprema Corte se insere em uma batalha mais ampla sobre a redistribuição de distritos, impulsionada por esforços republicanos para manter sua maioria no Congresso.

Após a decisão, a governadora Kay Ivey confirmou que o estado irá adotar o mapa nas primárias especiais marcadas para o dia 11 de agosto, adiadas em função da expectativa pela decisão da corte.

Esta ação faz parte de um movimento nacional que inclui redesenhos conturbados em vários estados iniciados no Texas, motivados por um esforço liderado anteriormente pelo ex-presidente Donald Trump, visando assegurar uma vantagem republicana nas eleições de novembro.

Recentemente, a Suprema Corte também anulou um distrito eleitoral majoritariamente negro na Louisiana, justificando que a configuração do mesmo foi excessivamente influenciada por critérios raciais, comprometendo a proteção da Lei dos Direitos de Voto, instituída em 1965.

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