Supremo autoriza busca para investigar desvios de R$ 150 milhões
Operação da PF investiga fraudes em emendas parlamentares em Roraima

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, aprovou uma operação de busca e apreensão focada em um suposto desvio de aproximadamente R$ 150 milhões em emendas parlamentares, que foram alocadas nos municípios de Iracema e São Luiz do Anauá, ambos situados em Roraima.
A ação da Polícia Federal, realizada na última sexta-feira, se baseou em relatórios da Controladoria-Geral da União que indicaram a existência de um esquema que envolveria prefeituras e empresários, destinado a fraudar licitações e desviar recursos públicos.
✨ Relatórios apontam que Iracema recebeu R$ 55,7 milhões e São Luiz do Anauá, R$ 89,4 milhões.
As investigações revelaram indícios de fraudes na execução de contratos, ausência de transparência e possíveis práticas de lavagem de dinheiro. O STF decidiu manter a jurisdição do caso em função do envolvimento de políticos que possuem foro privilegiado.
As emendas em questão foram reaisendas pelos deputados federais Antônio Carlos Nicoletti (PL-RE), Dr. Hiran (PP-RR), Jhonatan de Jesus, atualmente ministro do Tribunal de Contas da União, e Telmário Mota (sem partido). Contudo, neste estágio da operação, não há alvos de investigação entre senadores, deputados ou ministros.
Flávio Dino destacou que houve uma 'fragilização deliberada da rastreabilidade' dos recursos com o intuito de ocultar o caminho do dinheiro. O suposto esquema teria utilizado contas bancárias compartilhadas, uma delas com o título 'Gabinete do Prefeito', para movimentar verbas de emendas diversas.
Contexto
A operação procura desmantelar a relação prejudicial entre a administração pública e o setor privado, que teria permitido a captura de verbas federais para beneficiar um seleto grupo de prefeitos e empresários.
Além disso, constatou-se a omissão em aspectos de transparência: os planos de trabalho registrados na plataforma Transferegov.br estavam ausentes ou eram vagos, e muitos contratos não foram registrados no Portal Nacional de Contratações Públicas.
Para o relator da operação, o modo como esses recursos foram transferidos — sem a criação de projetos prévios ou fiscalização adequada — estabeleceu uma 'janela estrutural para a captura privada de recursos públicos', em desacordo com o que é exigido pela Constituição.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de política

Caso 'Dark Horse' pode gerar até 3 inquéritos da PF
Pedido de investigação sobre repasses levanta novas apurações.

Operação Palanque Digital investiga desvio na prefeitura de Macapá
A PF investiga esquema de desinformação ligado a ex-prefeito.

Filme 'Dark Horse' oferece vistos como atração de investimento
Estratégia de captação envolve cotas e promessa de imigração para investidores

Lula reforça agenda política após embates no Congresso
Governo atua em três frentes estratégicas para solidificar sua posição





