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política
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Operação Palanque Digital investiga desvio na prefeitura de Macapá

A PF investiga esquema de desinformação ligado a ex-prefeito.

João Pereira26 de maio de 2026 às 10:10
Operação Palanque Digital investiga desvio na prefeitura de Macapá

Nesta terça-feira, 26 de março de 2026, a Polícia Federal desencadeou a Operação Palanque Digital, focando em um suposto esquema de desvio de recursos públicos da prefeitura de Macapá. O alvo central é o ex-prefeito Dr. Furlan (PSD), que deixou o cargo em março e almeja uma candidatura ao governo estadual.

As investigações revelaram que aproximadamente 25 milhões de reais, que deveriam ser empregados em publicidade institucional, podem ter sido desviados para financiar uma rede de desinformação que favorece aliados políticos e ataca adversários. Essa rede englobava influenciadores digitais, blogs, páginas em redes sociais e perfis falsos.

A operação em andamento cumpre 35 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Canela (RS), abrangendo diversos envolvidos, desde empresários a ex-secretários municipais.

De acordo com a PF, a estrutura funcionava como uma milícia digital, organizada em tarefas, narrativa e monitoramento das campanhas nas redes sociais. Há também indícios do uso de inteligência artificial e deepfakes para criar conteúdos manipulados que disseminavam ataques coordenados contra opositores políticos.

Esta operação intensifica a pressão sobre Dr. Furlan, que já havia sido afastado de seu cargo devido à Operação Paroxismo, que investigava fraudes em licitações e desvios relacionados às obras do Hospital Municipal de Macapá. Após seu afastamento, o ex-prefeito renunciou para evitar um processo de cassação.

Segundo a PF, a rede de desinformação tem atuado há pelo menos quatro anos. Até agora, a operação resultou em apreensões de dinheiro, armas e veículos, além de duas prisões em flagrante. A defesa de Dr. Furlan ainda não se manifestou sobre as acusações.

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