Após prisões e suspeitas de fraudes, MPRJ demanda esclarecimentos

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) está investigando o Rioprevidência após a verificação de empréstimos e investimentos de mais de R$ 100 milhões no fundo realizado em instituições financeiras não credenciadas.
O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal pediu formalmente ao fundo que forneça, no prazo de cinco dias, documentos como estudos técnicos, atas de reuniões e os procedimentos que sustentaram essas operações.
✨ Investigações paralelas da Polícia Federal também visam o uso de R$ 970 milhões vinculados ao Banco Master.
Os investimentos questionados foram efetuados em dezembro de 2025, pouco após o MPRJ ter orientado o Rioprevidência a tomar medidas protetivas para evitar perdas patrimoniais decorrentes da liquidação do Banco Master.
Juntamente com a solicitação de documentos, o MPRJ também requisitou informações sobre a situação de empréstimos consignados feitos por servidores e pensionistas através do Credcesta, que é administrado pelo Banco Master.
Além disso, o órgão busca esclarecimentos sobre a emissão de novos instrumentos de crédito vinculados a operações realizadas pelo Rioprevidência, o Banco Master e outras instituições financeiras em situação similar.
Importante destacar que caso positivo para novas emissões de crédito, o MPRJ pede a interrupção imediata dos contratos para garantir a integridade do patrimônio previdenciário.
A investigação do MPRJ se insere em um contexto mais amplo, onde no início de fevereiro, Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi preso em uma operação da Polícia Federal focada em suspeitas de fraudes financeiras envolvendo a autarquia e o Banco Master.
Antunes foi demitido após ser alvo de mandados de busca, e sua prisão preventiva foi confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça, que indicou sinais de obstrução da justiça como motivo para tal decisão.
O Banco Central determinou a liquidação do Banco Master em novembro de 2025, o que suspendeu as atividades da instituição. O Rioprevidência, por sua vez, assegurou que a folha de pagamento dos aposentados não seria comprometida, enfatizando que os investimentos feitos são inferiores ao total mensal destinado ao pagamento de aposentadorias.
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Jornalista especializado em Justiça

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