Voltar
política
2 min de leitura

Fachin pressiona Couto por governança efetiva no Rio de Janeiro

Governador interino é instado a agir diante da herança deixada por Castro

Tiago Abech10 de abril de 2026 às 07:35
Fachin pressiona Couto por governança efetiva no Rio de Janeiro

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, enfrenta pressões para adotar uma postura mais proativa na administração pública, devido aos desafios herdados da gestão anterior. Durante um debate recente sobre as eleições no estado, o presidente do STF, Edson Fachin, enfatizou a necessidade de Couto atuar com plenos poderes até que a Corte tome uma decisão definitiva.

Couto está sendo cobrado para realizar auditorias nos contratos deixados pelo ex-governador Cláudio Castro, além de tratar do inchaço na máquina pública, que favoreceu a acomodação de cabos eleitorais. Há um clamor por maior transparência nos gastos públicos, especialmente em relação à secretaria de Representação Política, que se tornou motivo de piadas entre os parlamentares em Brasília.

A secretaria em questão possui um orçamento anual próximo de R$ 30 milhões e, segundo a oposição, priorizava os interesses eleitorais do ex-deputado André Moura, que agora busca uma vaga ao Senado por Sergipe.

Ricardo Couto também foi avisado sobre o risco de uma abordagem excessivamente cautelosa que poderia levá-lo a contratempos relacionados aos contratos oriundos do governo Castro. Há especulações sobre a possibilidade de solicitar uma auditoria abrangente ao Tribunal de Contas do Estado em todos os contratos previamente estabelecidos.

Além disso, há uma expectativa de que Couto opere mudanças significativas na estrutura deixada por Castro, especialmente após a cassação do ex-governador, que ocorreu devido a acusações de uso indevido da máquina pública nas eleições de 2022.

Hoje, Couto se reunirá com o ministro Fachin para discutir sua governança e os 'plenos poderes' de que dispõe. Assessores alertam que limitar-se a ajustar as questões na Ceperj, foco de denúncias de abuso de poder, seria uma visão simplista do problema, ressaltando que toda a administração pode estar comprometida.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de política