Governo paulista avança no projeto de PPP para reativação do transporte ferroviário.

O governo de São Paulo iniciou a revitalização do transporte ferroviário entre a capital e Sorocaba, projeto que estava inativo há quase 30 anos.
No último dia 4 de maio, a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) apresentou o modelo para o Trem Intercidades (TIC) Eixo Oeste. A proposta inclui a inusitada modalidade de licitação chamada 'diálogo competitivo', onde investidores são consultados antes da formalização do edital, etapa que ainda demanda aprovação nos conselhos de parcerias do estado.
✨ O leilão está agendado para ocorrer em 2027, com edital previsto para ser lançado até o final deste ano.
O último trem regular operando na linha de São Paulo a Sorocaba foi descontinuado há 27 anos, e a viagem hoje é majoritariamente realizada por ônibus, que levam cerca de 2 horas. O novo trem promete reduzir esse tempo para no máximo 1 hora.
O TIC Eixo Oeste terá 88,7 km de extensão e cinco estações, integrando-se com o sistema de transporte metropolitano em locais-chave. O trem expresso fará o trajeto direto entre as duas cidades, enquanto um trem parador fará paradas em localidades como São Roque e Carapicuíba.
✨ A expectativa é atender 50,2 mil passageiros diariamente até 2050.
Adicionalmente, Sorocaba irá implementar um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), complementando a infraestrutura de transporte com uma extensão de 25 km e 13 estações. O leilão para o VLT está programado para 2028.
O TIC Eixo Oeste demanda um investimento de R$ 10,5 bilhões, com duração contratual de 30 anos e uma parceria público-privada. O projeto prevê a aquisição de 15 novos trens. O custo da passagem será baseado na distância percorrida, com um teto de R$ 45 para o trajeto completo.
"O governo deseja diminuir o congestionamento enfrentado por quem precisa se deslocar entre São Paulo e Sorocaba diariamente
A continuidade deste projeto depende de estudos ambientais e planejamentos urbanísticos que considerem os impactos na vegetação e na infraestrutura local.
O método de diálogo competitivo visa incluir contribuições antecipadas dos participantes na formulação do projeto, aumentando a qualidade e eficiência da futura operação.
Rodrigo Zambão, especialista em direito público, destaca a relevância do diálogo competitivo em projetos complexos, permitindo ao governo coletar informações cruciais antes de decidir os valores e termos finais da contratação.
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Jornalista especializado em Política

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