Tribunal valida acordo da Concebra, mas impõe revisão de termos
Conselho instaura debate sobre dívida bilionária em concessão rodoviária

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, durante uma reunião intensa, a solução consensual para a concessão da Rota do Pequi, porém exige revisões significativas sobre a dívida que ultrapassa R$ 4,5 bilhões, da concessionária Concebra, gerida pela Triunfo Participações e Investimentos.
Detalhes da Dívida e Propostas de Revisão
A proposta de renegociação prevê que aproximadamente 65% da dívida da Concebra seria perdoada, enquanto o restante seria pago em até oito anos. Jorge Oliveira, revisor do caso, argumentou que se faz necessário ajustar o percentual de desconto e os prazos de pagamento com base em critérios objetivos, destacando que um acordo bem estruturado poderia permitir a entrada de um novo operador de forma mais rápida e eficaz.
✨ Oliveira sugere revisão do acordo para garantir condições mais justas e eficazes.
A proposta foi bem recebida pela maioria dos ministros do TCU, que concordaram com a necessidade de ajustes, diferentemente da posição do relator Walton Alencar, que criticou incisivamente tanto o histórico da concessionária quanto a proposta de acordo, considerando-a cheia de irregularidades e práticas ilícitas.
"O relator descreveu o caso como um 'filme de ficção', referindo-se às inúmeras irregularidades e ao desprezo pela fiscalização do TCU.
Contexto Adicional
A concessão da Concebra inclui trechos das rodovias BR-060, BR-153 e BR-262, que atravessam o Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. A empresa já acumula diversas pendências e processos relacionados a repactuações significativas ao longo dos anos.
Os problemas foram surgindo desde 2014, com a não execução das obras contratadas. A situação se agravou em 2020, quando a empresa tentou devolver a rodovia. A falta de pagamento de multas, que já superam R$ 230 milhões, imposta pela ANTT, também é uma preocupação constante, ao lado de um empréstimo não quitado de cerca de R$ 1,1 bilhão.
Próximos Passos
Com a recente decisão, o caso será enviado novamente para a secretaria responsável pela solução consensual do TCU para uma nova análise, aumentando a expectativa sobre a efetividade e o futuro do acordo proposto.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de política

STF avalia ação de Tabata Amaral contra Eduardo Bolsonaro por difamação
Supremo Tribunal Federal analisará caso polêmico em abril

União Brasil e PDT enfrentam perdas com fim da janela partidária
Podemos e PL se destacam com novas adesões na Câmara dos Deputados

Traficante de cetamina é condenada por morte de Matthew Perry
Jasveen Sangha recebe 15 anos de prisão na Califórnia.

Senado aprova emenda que protege veículos de comunicação
Proposta visa garantir liberdade de imprensa em entrevistas




