Candidatos impõem condições para a liberação de dados sigilosos em meio à campanha eleitoral.

Na última semana de campanha para a presidência, a disputa entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se intensificou com um debate sobre a divulgação de sigilos pessoais. A discussão começou após Lula desafiar Flávio, em um debate na Band e em entrevistas, a abrir seus sigilos e os de seus familiares dos últimos 8 anos.
Em resposta, Flávio Bolsonaro apresentou uma contraproposta com novas exigências, sugerindo que a troca de informações deve ser recíproca. Na prática, ambas as partes apresentam os pedidos como armas retóricas para seus discursos direcionados aos eleitores e para o próximo debate.
✨ Lula propôs liberar seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico somente se Flávio também autorizasse a divulgação dos seus, incluindo dados de familiares e empresas.
A defesa de Lula também se manifestou, incluindo na proposta a abertura dos dados de sua esposa, Janja, e seus cinco filhos, além de exigir que Flávio liberasse informações sobre seus negócios e familiares. Os nomes e empresas ligadas a Flávio foram mencionados como parte da exigência de transparência.
Já Flávio Bolsonaro, ao responder ao desafio de Lula, afirmou que aceitaria abrir seus sigilos dos últimos 20 anos, mas sob várias condições. Dentre suas exigências, ele pediu a quebra de sigilos de ex-assessores de Lula, abertura de informações de negócios ligados a parente e detalhamentos sobre a presidência.
Apesar das manifestações de ambos os lados no TSE, nenhuma autorização formal para quebra de sigilos foi protocolada até o momento. Os dados continuam sob sigilo e sem acesso liberado ao público.
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