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Trump impõe tarifas aos produtos brasileiros um ano após anúncio

Relação entre EUA e Brasil se deteriora após embates diplomáticos

Gabriel Rodrigues09 de julho de 2026 às 11:35
Trump impõe tarifas aos produtos brasileiros um ano após anúncio

Nesta quinta-feira (9), completa-se um ano desde que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, notificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a imposição de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Essa decisão trouxe um impacto significativo nas relações comerciais entre os dois países.

Desde então, embora Lula e Trump tenham se encontrado diversas vezes, a relação entre eles tem se tornado cada vez mais distante. Especialmente após encontros de Trump com o senador Flávio Bolsonaro, a diplomacia brasileira tem sentido uma mudança no tom das negociações.

Desafios nas negociações

Durante o último ano, esforços foram feitos para estreitar laços com a administração americana por meio de negociações diretas, especialmente após a Assembleia Geral da ONU em setembro do ano passado. No entanto, desde maio, informações de diplomatas indicam que o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) tornou-se rígido nas conversas, sem oferecer propostas técnicas viáveis.

O USTR exigiu que os negociadores brasileiros deixassem o 'orgulho' de lado, dificultando o avanço nas discussões.

Apesar de o Brasil ter elaborado propostas para contribuir nas negociações, ainda não houve uma resposta concreta por parte dos EUA. Há uma sensação crescente no Ministério das Relações Exteriores (MRE) de que os representantes americanos possuem uma abordagem inflexível, apresentando temas considerados 'inegociáveis' e levantando questões que a diplomacia brasileira acredita serem 'absurdas'.

'Nosso objetivo é focar em temas econômicos e comerciais que possam ser discutidos', declarou um funcionário do governo, ressaltando a necessidade de mais reuniões, mesmo sabendo das dificuldades em conciliar agendas.

Expectativas para o futuro

Dentro do Itamaraty e do Planalto, há a expectativa de que a próxima administração dos EUA seja mais receptiva. Isso incluiria a disposição para negociar sobre minerais críticos, etanol e o sistema de pagamentos digital brasileiro, o PIX.

Especialistas indicam que, similar ao que aconteceu durante a crise tarifária de 2025, há margem para o Brasil agir e buscar um novo entendimento em meio à atual ameaçada tarifária imposta pelos EUA.

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