Agentes processam Trump por fundo que pode recompensar invasores
Policiais alegam que novo fundo financiaria violência e desrespeitaria a Constituição

Dois policiais que atuaram na proteção do Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021 apresentaram um processo contra o governo de Donald Trump na quarta-feira, buscando impedir a criação de um fundo de US$ 1,8 bilhão destinado a seus aliados.
O processo, movido por Harry Dunn, ex-policial do Capitólio, e Daniel Hodges, atualmente no Departamento de Polícia Metropolitana de Washington, DC, argumenta que o fundo é inconstitucional e poderia financiar tanto militantes envolvidos no ataque ao Capitólio como grupos paramilitares.
✨ Advogados afirmam que o fundo pode beneficiar diretamente grupos violentos como os Proud Boys.
Os autores da ação afirmam que, se o fundo começar a liberar pagamentos, isso poderá incentivar ações violentas por parte de quem ameaçou suas vidas durante os distúrbios de 2021. Eles indicam que, com o apoio financeiro, os envolvidos em atos de violência se sentirão recompensados, em vez de responsabilizados.
O pedido legal busca uma declaração judicial que classifique a criação do fundo como ilegal, pedindo também a suspensão de qualquer implementação e a reversão de pagamentos já realizados.
Dunn e Hodges sustentam que o novo fundo viola a 14ª Emenda da Constituição, que proíbe o governo de pagar por atos de insurreição, e alegam que a forma como o fundo foi estabelecido também infringiu leis federais de normatização.
Contexto
O fundo foi criado em resposta a um processo de US$ 10 bilhões que Trump moveu contra o IRS, e sua formação levantou preocupações sobre a legalidade e o uso de fundos públicos.
A questão também foi debatida em uma audiência do Senado, onde o procurador-geral interino, Todd Blanche, não descartou a possibilidade de que indivíduos condenados por atacar policiais possam receber compensações, o que gerou reações de senadores.
"Você acha que eles deveriam receber compensação depois de serem condenados por atos de violência?
O clima em torno do fundo segue tenso, com dúvidas se pessoas que participaram de atividades violentas possam ser beneficiadas, uma vez que o presidente Trump tem poder final sobre a comissão que decidirá sobre os pedidos de compensação.
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