TSE analisa polêmica sobre pesquisa da AtlasIntel e impacto eleitoral
Kassio Nunes Marques destaca a importância de regras para pesquisas eleitorais

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, vê a avaliação da decisão que suspendeu a divulgação da pesquisa do instituto AtlasIntel como uma chance crucial para a Corte definir padrões de atuação para pesquisas eleitorais.
Nunes Marques salientou que a questão não é uma discussão sobre liberdade de expressão, enfatizando que os institutos não podem questionar livremente sobre política, já que devem seguir normas específicas que impedem influenciar os eleitores e desequilibrar o processo eleitoral.
✨ A decisão vem à tona após declarações do CEO da Atlasintel, Andrei Roman, que indicou o viés político da pesquisa, o que poderia afetar a imagem do pré-candidato Flávio Bolsonaro.
Roman, em entrevista à CNN Brasil, reconheceu que as perguntas feitas associavam Flávio Bolsonaro a um suposto escândalo financeiro e que isso poderia comprometer sua candidatura nas eleições de outubro.
Durante a análise, Nunes Marques reiterou que a temática das pesquisas não deveria se tornar um campo de batalha nas contendas eleitorais, e o TSE vai deliberar se mantém ou revoga a suspensão desta pesquisa durante a sessão desta noite.
O levantamento apontou uma queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro, o que se intensificou após um vazamento de áudio em que o senador solicita ajuda financeira para a produção de um filme relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão do TSE exige que a AtlasIntel remova a pesquisa de seus canais e se abstenha de qualquer nova divulgação até que a Corte revise o assunto, e a empresa já se posicionou, afirmando respeitar a ordem judicial e destacando sua confiança na robustez da pesquisa.
Contexto
Essa controvérsia surge em um momento crítico, onde se antecipam discussões sobre o impacto das novas composições do TSE durante o período eleitoral. Questões sobre a necessidade de um pedido de vista estão sendo debatidas entre os ministros.
"A controvérsia não se resume apenas a um desacordo sobre as escolhas metodológicas da pesquisa, mas envolve alegações de que o questionário foi usado para induzir respostas
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