Casos isolados são relatados após incidente em cruzeiro na Patagônia

O aumento no número de casos de hantavírus na Argentina não indica um surto, segundo especialistas. A afirmação surge em meio a um incidente envolvendo um cruzeiro que, após sair de Ushuaia, já registrou três mortes relacionadas à doença.
O navio, que partiu em 1º de abril com 147 turistas, está atualmente ancorado em Cabo Verde como medida preventiva. Raúl González Ittig, biólogo e pesquisador do Conicet, garantiu que a ocorrência de casos de hantavírus é comum no país, com 42 registros em 2026, quase o dobro em relação ao mesmo período do ano anterior.
✨ Casos de hantavírus são frequentes na Argentina, mas não representam um surto.
González Ittig destacou que o último surto significativo ocorreu em 2018, quando um trabalhador rural contaminado infectou mais de 50 pessoas, resultando em 15 mortes. A Argentina abriga quatro áreas endêmicas para o hantavírus, com alguns genótipos presentes, mas o impacto atual, segundo ele, é isolado.
Ele mencionou que na Terra do Fogo, onde o cruzeiro se originou, não há registros anteriores de hantavírus e as chances de infecções locais são baixas. A doença possui um período de incubação que pode se estender por várias semanas, deixando o histórico dos turistas antes do embarque como uma variável importante para a investigação.
O hantavírus é uma infecção transmitida por roedores e pode levar a sintomas graves. Na América do Sul, a variante Andes é a mais conhecida por sua possibilidade de transmissão de pessoa a pessoa.
O diretor de Epidemiologia da província, Juan Petrina, corroborou a análise de que não há indícios de contágio local, considerando a situação atual como improvável, dado que a região não apresenta registros históricos da doença.
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Jornalista especializado em Saúde

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