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Saúde
2 min de leitura

Câncer de cabeça e pescoço: desafios e a importância do diagnóstico precoce

Campanha Julho Verde destaca riscos e prevenção desses cânceres.

Camila Souza Ramos01 de julho de 2026 às 13:10
Câncer de cabeça e pescoço: desafios e a importância do diagnóstico precoce

Os cânceres de cabeça e pescoço formam um grupo de tumores que podem afetar a cavidade oral, faringe, laringe, glândulas salivares, naso e seios paranasais. Fatores de risco como tabagismo e álcool são frequentemente associados a essas condições, além da infecção pelo HPV.

Estima-se que entre 35 mil e 40 mil brasileiros sejam diagnosticados anualmente com câncer de cabeça e pescoço.

Durante a campanha Julho Verde, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) ressaltou a importância da conscientização sobre os sinais de alerta e a necessidade de diagnóstico precoce, afirmando que muitos sintomas iniciais podem ser confundidos com condições benignas.

A diversidade dos cânceres de cabeça e pescoço

É crucial entender que os cânceres de cabeça e pescoço não constituem uma única doença. Eles abrangem uma variedade de tumores localizados em diferentes estruturas, como língua, faringe e laringe, cada um com características e tratamentos específicos.

Desafios no diagnóstico

Muitos casos são diagnosticados tardiamente porque os sintomas iniciais são frequentemente mal interpretados como problemas comuns, levando os pacientes a adiar a busca por ajuda especializada. Essa demora pode complicar os tratamentos necessários.

De acordo com Paulo Henrique Fernandes, presidente da SBCO, a maioria dos sinais de alerta, como feridas persistentes na boca e rouquidão, poderia ser reconhecida mais cedo, aumentando as chances de Überleben.

A importância do diagnóstico precoce

Dados do programa SEER mostram que quando o câncer de cavidade oral e faringe é identificado em sua fase inicial, a taxa de sobrevivência em cinco anos pode alcançar até 89%. Por outro lado, essa taxa diminui drasticamente à medida que a doença avança.

Sintomas a serem observados

  • 1Feridas na boca que não cicatrizam
  • 2Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas
  • 3Rouquidão persistente
  • 4Dificuldade para engolir
  • 5Caroços no pescoço

Alterações que persistem por mais de duas semanas devem ser investigadas por profissionais de saúde.

Tratamento e multidisciplinaridade

O tratamento envolve uma equipe multidisciplinar que pode incluir cirurgiões, oncologistas e especialistas em reabilitação. O controle da doença, preservando funções como a fala e a deglutição, é uma prioridade para garantir a qualidade de vida dos pacientes.

A vacinação contra o HPV e a conscientização sobre os riscos do tabagismo e do consumo de álcool são fundamentais para a prevenção desse grupo de cânceres.

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