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Saúde
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Dia Mundial de Combate à Asma: desafios e dados preocupantes no Brasil

Cerca de 23,2% da população brasileira enfrenta a doença respiratória.

Carlos Silva05 de maio de 2026 às 13:10
Dia Mundial de Combate à Asma: desafios e dados preocupantes no Brasil

Na primeira terça-feira de maio, o Dia Mundial de Combate à Asma traz à tona a realidade alarmante da condição no Brasil, onde 23,2% da população está afetada, conforme dados do Ministério da Saúde.

Além de um diagnóstico preciso, o verdadeiro desafio está na dificuldade de controlar a doença; atualmente, apenas 12,3% dos pacientes conseguem manter a asma sob controle adequado.

Cerca de 60% dos casos graves de asma não estão controlados, levanta preocupações sobre a gestão da doença.

Estatísticas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) mostram que anualmente ocorrem cerca de 350 mil internações relacionadas à asma, colocando a doença entre as principais causas de hospitalização no SUS.

Em 2022, foram registradas 83.155 internações e 524 mortes, com mais 7.197 internações e 20 óbitos registrados em fevereiro de 2023.

O que é a asma?

A asma é uma condição crônica que provoca inflamação e estreitamento das vias aéreas, dificultando a respiração. Embora não haja cura, a doença pode ser efetivamente controlada com acompanhamento médico e uso adequado de medicamentos.

Sinais e fatores agravantes

A Dra. Fernanda Lima Fernandes, pneumologista, detalha que o diagnóstico da asma é clínico e considera episódios repetidos de chiado e tosse, com melhoras ao usar broncodilatadores. Em adultos e crianças maiores, a espirometria pode ajudar a confirmar o diagnóstico.

Fatores como infecções virais, poluição e exposição a alérgenos, como ácaros e fumaça de cigarro, podem agravar a doença e dificultar seu controle.

Importância do tratamento

A adesão ao tratamento é crucial, já que a asma é uma doença inflamatória. A Dra. Fernandes ressalta que o uso regular de corticoides inalatórios é fundamental para evitar exacerbações frequentes, que podem levar a internações.

Garantir acesso ao tratamento pode reverter o cenário alarmante atual, prevenindo hospitalizações.

Reconhecendo sinais de descontrole

É vital reconhecer os sinais de que a asma não está sob controle: tosse frequente, dificuldade respiratória e despertares noturnos são indicadores que exigem ajustes no tratamento. Sinais de gravidade, como respiração acelerada e dificuldade em falar, requerem assistência imediata.

Uso correto do inalador

A forma correta de usar o inalador é uma parte essencial do tratamento, mas muitas vezes negligenciada. É importante agitar bem o dispositivo, usar um espaçador e garantir uma vedação adequada na máscara para uma respiração eficaz.

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