Estudo revela relação entre agonistas do GLP-1 e menor risco de câncer em obesos
Pesquisa mostra que medicamentos para emagrecimento diminuem incidência de tumores em obesos sem diabetes.

Um estudo inédito sugere que medicamentos conhecidos como agonistas do receptor de GLP-1, usados para emagrecimento, podem estar associados a um risco reduzido de câncer em pessoas obesas sem diabetes. A pesquisa, publicada nos 'Annals of Oncology', analisou dados de mais de 229 mil adultos nos Estados Unidos.
Investigação pioneira
A pesquisa envolveu a avaliação de 229.467 adultos obesos e sem diabetes, revelando que os pacientes tratados com semaglutida e tirzepatida, substâncias ativas em medicamentos como Ozempic e Mounjaro, tiveram uma incidência significativamente menor de tumores relacionados à obesidade, em comparação aos que apenas seguiram orientações sobre dieta e exercício.
✨ Os usuários de GLP-1 tiveram um risco relativo 41% menor de desenvolver tumores associados à obesidade.
Metodologia do estudo
Utilizando a base de dados TriNetX, com informações de aproximadamente 113 milhões de americanos, os pesquisadores focaram em adultos com IMC igual ou superior a 30, sem histórico de câncer relacionado à obesidade. O acompanhamento dos participantes ocorreu por até dois anos, apresentando uma média de idade de 47 anos.
"A redução da gordura corporal pode diminuir processos inflamatórios crônicos que favorecem o câncer
Impacto da obesidade
A obesidade é um fator de risco conhecido para pelo menos 13 tipos de câncer, como os de mama, cólon e fígado. A crescente prevalência de obesidade mundial leva à necessidade de entender se terapias de emagrecimento também ajudam na redução do risco de câncer.
Câncer e obesidade
A obesidade está correlacionada a vários cânceres, incluindo os tipos de mama pós-menopausa e cólon, levando a um aumento nas pesquisas sobre medicamentos que promovem a perda de peso.
Interpretação dos resultados
Os autores do estudo sugerem que a perda de peso é um fator relevante para a diminuição do risco de câncer. Além disso, desencadeamentos biológicos diretos dos agonistas de GLP-1 também podem estar envolvidos. No entanto, a pesquisa não estabelece uma relação de causa e efeito, pois foi baseada em registros médicos em vez de ensaios clínicos controlados.
Para confirmar suas descobertas, os pesquisadores defendem a realização de estudos clínicos adicionais que investiguem a real eficácia dos agonistas de GLP-1 na prevenção de cânceres associados à obesidade.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Saúde

Anvisa suspende medicamentos da Hypofarma e Cimed por problemas de qualidade
Medidas visam garantir a segurança dos consumidores após notificações de irregularidades

Lula lança pacote de R$ 2,2 bilhões para câncer em Barretos
Investimento vai ampliar acesso a tratamentos oncológicos pelo SUS

Câncer cerebral: os sintomas a serem observados após morte de Oscar Schmidt
Ex-jogador de basquete destacou a necessidade de atenção à saúde cerebral

A Epidemia de Obesidade Infantil no Brasil: Desafios e Contribuições da Indústria Alimentícia
Mudanças nos hábitos alimentares trazem preocupações sobre a saúde das novas gerações.





