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Saúde
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Hipermobilidade articular afeta 10% dos adultos e 34% das crianças

Comum, a síndrome requer diagnóstico e cuidados adequados

Camila Souza Ramos15 de abril de 2026 às 19:15
Hipermobilidade articular afeta 10% dos adultos e 34% das crianças

A hipermobilidade articular, que afeta cerca de 10% da população adulta e 34% de crianças e adolescentes, pode ser um desafio subestimado. Essa condição se relaciona a fragilidades do colágeno, essencial para a estrutura dos tecidos.

Causas e Sintomas

A hipermobilidade se deve a uma alteração na proteína colágeno, que assume um formato em tríplice hélice. Quando frágil, essa proteína compromete a integridade dos tecidos, resultando em diversas complicações.

Nem todos os indivíduos hipermóveis sentem sintomas, mas aqueles que apresentam a condição podem sofrer de dor crônica, instabilidade articular e maior susceptibilidade a lesões, como entorses. Casos mais complicados podem evoluir para osteoartrite precoce, perda de massa muscular e alterações cardiovasculares.

É importante mencionar que em situações severas, a hipermobilidade pode ser parte de trastornos genéticos, como as síndromes de Ehlers-Danlos e Marfan.

Diagnóstico e Gestão

A identificação da hipermobilidade é clínica, focando na história do paciente e em exames físicos. Sintomas como dores crônicas e entorses frequentes levantam suspeitas, e o escore de Beighton é uma ferramenta comum utilizada para avaliar a hipermobilidade.

Além disso, exames complementares podem ajudar a entender as complicações associadas. Os pacientes frequentemente relatam fadiga intensa e diversas dificuldades que afetam sua rotina diária, ressaltando a importância do reconhecimento precoce da condição.

Tratamento e Orientações

Embora não haja cura para a hipermobilidade, o tratamento visa controlar os sintomas e proporcionar estabilidade articular. Exercícios de fortalecimento muscular, como a musculação, são fundamentais e devem ser realizados com supervisão profissional.

É recomendável manter uma boa hidratação, aumentar a ingestão de eletrólitos e respeitar os limites do corpo com pausas regulares. Suplementos adicionais podem ser considerados, sempre com acompanhamento médico especializado.

Frente à alta prevalência, especialmente entre os jovens, é crucial estar atento aos sinais da hipermobilidade e buscar avaliação médica para preservar a qualidade de vida e evitar complicações futuras.

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