Minas Gerais registra morte por hantavírus em Carmo do Paranaíba
Vítima teve contato com roedor; caso é considerado isolado

Minas Gerais confirmou neste domingo (10) a morte de um homem de 46 anos por hantavírus, conforme relatado pela Secretaria Estadual de Saúde. O falecido, residente em Carmo do Paranaíba, teve contato recente com roedores silvestres em uma lavoura, sendo este caso classificado como isolado pela pasta.
Os primeiros sintomas do paciente surgiram em 2 de fevereiro, consistindo em dores de cabeça. Após quatro dias, ele apresentou febre, dores musculares e articulares, além de dor na região lombar, levando-o a buscar atendimento médico. Amostras biológicas foram coletadas e encaminhadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed), onde o teste confirmou a presença do hantavírus.
Infelizmente, o homem faleceu em 8 de fevereiro. A Secretaria enfatizou que a morte é um "caso isolado", sem conexão com outros registros da doença no estado.
Outros casos em investigação
Em paralelo, o Paraná reportou dois novos casos de hantavírus, com pacientes de Pérola D'Oeste e Ponta Grossa. Além destes, 11 investigações estão em andamento, enquanto 21 casos foram descartados. A Secretaria de Saúde do Paraná garantiu que a doença está sob controle no estado e continuará monitorando as situações suspeitas.
✨ A OMS recentemente divulgou surtos de hantavírus a bordo de um cruzeiro entre Argentina e Cabo Verde, mas os casos em Minas Gerais e Paraná não estão relacionados a esses eventos.
O que é o hantavírus?
A hantavirose é uma zoonose viral aguda, transmitida principalmente pela inalação de partículas de urina, fezes e saliva de roedores infectados. Os principais sintomas incluem febre, dores nas articulações, cefaleia e problemas gastrointestinais. Em casos mais severos, pode evoluir para dificuldades respiratórias e pressão baixa. A recomendação é que, diante dos primeiros sinais, a pessoa busque atendimento médico imediatamente.
Surto em cruzeiro
O surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius foi confirmado pela OMS em 5 de fevereiro, indicando uma possível transmissão de pessoa para pessoa. A embarcação, que partiu de Ushuaia, Argentina, teve vários passageiros afetados, resultando em três mortes devido à doença.
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