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Minas Gerais é classificado como 'estado-espelho' pelo The Economist

Revista britânica destaca desafios fiscais e impacto econômico do estado

Gabriel Rodrigues16 de junho de 2026 às 21:50
Minas Gerais é classificado como 'estado-espelho' pelo The Economist

A revista britânica The Economist descreveu a situação fiscal de Minas Gerais como crítica, revelando que a elevada carga de pensões e juros compromete gravemente a capacidade de investimento do estado.

Com as finanças em colapso, a publicação aponta que o próximo governador terá que implementar cortes drásticos nos gastos para equilibrar o orçamento.

Minas Gerais é apresentado como o 'estado-espelho' do Brasil, refletindo tanto suas características geográficas quanto sociais.

Embora sob a gestão de Romeu Zema, do Novo, o estado tenha evitado novos endividamentos e registrado superávits primários desde 2021, a dívida acumulada fará com que futuros líderes enfrentem pressões orçamentárias severas.

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A margem de manobra financeira para as futuras administrações é inexistente

Economista-chefe da Fiemg.

O estado é crucial no cenário político nacional, pois desde 1989, nenhum presidente foi eleito sem vencer em Minas Gerais. Isso o torna um campo de batalha vital para eleições futuras.

A análise do The Economist também revelou que Minas Gerais é responsável por 13% dos acidentes de trânsito nas rodovias do país e por 40% da produção mineral brasileira, incluindo recursos estratégicos como ferro e lítio.

Com a economia ainda dependente da exportação de matérias-primas, a falta de investimento em tecnologias e pesquisa faz com que Minas enfrente dificuldades para agregar valor à sua produção.

Contexto

Projeções do FMI indicam que a dívida pública do Brasil pode atingir 107% do PIB até 2031, com taxas de juros reais em torno de 10%, o que reduz o potencial de investimentos produtivos.

A exploração de lítio no Vale do Jequitinhonha, apesar de gerar empregos e movimentar o comércio, trouxe desafios como o aumento dos custos de moradia e problemas ambientais, como a poeira das minas.

Especialistas ressaltam que é fundamental enfrentar problemas estruturais, como melhorar a educação e tornar o financiamento privado mais seguro, para transformar o modelo econômico do estado.

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