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Saúde
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OMS confirma casos de hantavírus em cruzeiro com origem na Argentina

Oito pessoas testam positivo para a cepa andina após viagem

Carlos Silva18 de maio de 2026 às 16:15
OMS confirma casos de hantavírus em cruzeiro com origem na Argentina

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reportou que, entre as 11 pessoas diagnosticadas com hantavírus durante a viagem do cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina rumo a Cabo Verde no início de abril, 8 apresentaram resultados positivos para a cepa do vírus Andes (ANDV).

A hantavirose, normalmente transmitida por roedores, possui a possibilidade de infecção entre humanos, mas essa é uma ocorrência rara. A OMS alerta para a gravidade da situação, citando que até o momento foram registradas três mortes com uma taxa de letalidade alarmante de 27%. No entanto, a doença não representa um risco pandêmico em comparação com a COVID-19.

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É fundamental entender que a dinâmica epidemiológica do hantavírus é muito diferente. A sua transmissão é principalmente ambiental, e não através do contato frequente entre pessoas

Dra. Luísa Chebabo, infectologista.

Raros casos de transmissão humana

A infecção por hantavírus ocorre majoritariamente por inalação de partículas provenientes de urina, fezes e saliva de roedores. Ambientes fechados, áreas rurais e locais infestados com ratos aumentam o risco de contágio. A interação prolongada em espaços confinados com indivíduos infectados da cepa Andes também constitui um perigo, mas os casos de transmissão interpessoal são ainda considerados raros.

O risco para a população em geral continua baixo.

Sintomas e cuidados necessários

Os sintomas da hantavirose são muitas vezes vagos e assemelham-se aos de outras infecções virais, o que pode confundir os pacientes. Febre, dores musculares intensas, dor de cabeça, náuseas e cansaço são os primeiros sinais reveladores. Conforme a doença avança, podem surgir dificuldades respiratórias e queda da pressão arterial.

É crucial buscar atendimento médico imediato ao apresentar sintomas respiratórios, especialmente após potencial exposição ao vírus em áreas de risco. Um diagnóstico ágil pode aumentar as chances de recuperação.

Medidas de prevenção

Prevenção contra o hantavírus

Manter ambientes limpos, armazenar alimentos de maneira segura e vedar entradas para roedores são algumas das medidas recomendadas.

  • 1Manter o ambiente livre de restos de alimentos.
  • 2Armazenar alimentos em recipientes fechados.
  • 3Vedar frestas que permitam a entrada de roedores.
  • 4Eliminar acúmulos de entulho e lixo próximo às residências.
  • 5Evitar varrer seco, que pode dispersar partículas contaminadas.

Trabalhadores rurais e frequentadores de áreas silvestres devem estar particularmente atentos e procurar assistência médica ao apresentarem sintomas após exposição a riscos.

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