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Saúde
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Nova política de saúde aborda atendimento a população em rua

Ministro apresenta medidas para melhorar assistência de saúde nessa população.

Fernanda Lima24 de junho de 2026 às 22:55
Nova política de saúde aborda atendimento a população em rua

Na última quarta-feira, 24, em São Paulo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou uma nova iniciativa focada na população em situação de rua, com o objetivo de aumentar o número de equipes e unidades móveis de saúde que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua busca não apenas garantir acesso a serviços de saúde, mas também combater a aporofobia, discriminação racial e a fobia contra a comunidade LGBTQIA+ nas unidades do SUS.

A previsão é de que até 2027, 400 Unidades Móveis de Rua estejam operando no Brasil, com um investimento total de R$ 144 milhões.

Melhorias e Ações Previstas

O ministro Padilha informou que, com a nova política, o número de equipes dedicadas ao atendimento de pessoas em situação de rua saltará de 300 para 392 em todo o país. Além disso, um programa de formação e capacitação para profissionais de saúde será implementado pelo Ministério da Saúde.

As unidades móveis, que serão adaptadas, terão a capacidade de realizar exames ginecológicos, consultas, coletas de sangue e testes rápidos, de forma a oferecer serviços básicos de saúde onde as pessoas estão.

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Essas unidades móveis levarão o atendimento para as ruas, mudando a dinâmica do serviço e permitindo que todos sejam atendidos, independentemente de possuírem cartão SUS

Alexandre Padilha.

Impacto e Opinião da Comunidade

Daiane Cristina Rodrigues, que por muitos anos viveu nas ruas e agora trabalha na Pastoral do Povo da Rua, expressou esperança com a nova política. Ela ressaltou que anteriormente, as condições de atendimento eram insatisfatórias para quem vivia em situação de vulnerabilidade.

O padre Júlio Lancellotti também comentou sobre a importância do atendimento na rua, enfatizando que as equipes de saúde deverão se deslocar até onde a população carente está, proporcionando acolhimento em vez de repressão.

Estrutura da Nova Política

A nova política se estruturou em sete eixos principais. O primeiro foca na Atenção Integral, buscando expandir o acesso e priorizar cuidados de saúde bucal e da mulher, além de acompanhar os pacientes após hospitalizações. O segundo eixo aborda o enfrentamento de discriminações e incentiva a pesquisa sobre o impacto do preconceito na saúde.

Eixos de Ação

Os eixos incluem dados e monitoramento, gestão participativa, treinamento e vigilância em saúde, além de articulação com outros setores para garantir uma abordagem integral às necessidades da população em situação de rua.

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