OMS alerta sobre hantavírus após mortes em cruzeiro no Atlântico
Casos podem aumentar, mas surto é considerado 'limitado'

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta na quinta-feira, 7, sobre a possibilidade de novos casos de hantavírus, após a morte de três passageiros de um cruzeiro no Atlântico. Embora a pasta tenha manifestado preocupação, acredita-se que o surto poderá ser contido com as devidas precauções.
Cruzeiro e evacuação dos passageiros
O navio MV Hondius, foco deste alerta sanitário internacional desde o último fim de semana, está a caminho de Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde a evacuação de aproximadamente 150 pessoas, entre passageiros e tripulantes, deverá ocorrer na próxima segunda-feira. Até o momento, há a confirmação de cinco casos de infecção por hantavírus entre os passageiros, o que representa uma preocupação significativa.
✨ Não há vacina ou tratamento específico para o hantavírus.
O hantavírus, transmitido principalmente por roedores, pode provocar uma síndrome respiratória aguda. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que até agora foram registrados oito casos, incluindo três mortes, sendo três confirmados por hantavírus e os outros três considerados suspeitos.
Risco epidêmico é considerado baixo
Apesar do alerta, a OMS ressaltou que o risco de epidemia é ‘baixo’, uma vez que a transmissibilidade do hantavírus é inferior à da covid-19. Maria Van Kerkhove, especialista da OMS, garantiu que não se trata de uma nova pandemia, enquanto Abdi Rahman Mahamud, diretor de operações de emergência, reiterou que ações de saúde pública adequadas podem conter o surto.
Contexto do surto
O surto atual está ligado ao MV Hondius, que partiu de Ushuaia, na Argentina, e já visitou locais como Chile, Uruguai e Argentina antes do desembarque dos passageiros na ilha de Santa Helena. A origem do foco de infecção ainda é desconhecida.
Impacto nos passageiros e na população local
Passageiros de cerca de 20 países permanecem a bordo, e a empresa Oceanwide Expeditions assegurou que não há sintomas entre os ocupantes do navio, que continuam levando uma vida ‘praticamente normal’. No entanto, as autoridades de saúde têm rastreado os passageiros que desembarcaram em Santa Helena para avaliar possíveis contágios.
A situação na pequena ilha está gerando preocupação, embora as autoridades tenham declarado que mais de 95% da população local não teve contato próximo com os tripulantes. Também houve registros de casos de isolamento em outros países como Reino Unido e Dinamarca, onde passageiros apresentaram sintomas leves.
✨ A evacuação dos passageiros está prevista para ser feita de forma segura.
Com o aumento da tensão, o governo regional de Tenerife planeja que o navio não faça um atracamento, e sim permaneça ancorado enquanto a evacuação é realizada com embarcações auxiliares. A expectativa dos moradores locais é grande, e algumas pessoas compartilharam seus sentimentos de insegurança, especialmente em um contexto pós-pandemia de covid-19.
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