Relatório revela redução consistente, mas desafios permanecem

O relatório "O estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo 2026" revelado nesta terça-feira, aponta que a fome global caiu pelo terceiro ano consecutivo, atingindo 7,8% da população mundial, ou cerca de 645 milhões de pessoas.
Apesar do crescimento positivo, as organizações envolvidas, como a FAO e UNICEF, classificam os avanços como "frágeis" e desiguais, o que compromete os esforços para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030.
✨ Em 2024, a porcentagem de pessoas subnutridas era de 8,1%, e em 2022, 8,6%.
Ainda que o número de indivíduos passando fome tenha diminuído em relação aos anos anteriores, onde cerca de 14 milhões a menos enfrentaram esse problema se comparado a 2024, as diretrizes a serem seguidas continuam a exigir maior ação e rapidez.
"É possível avançar, mas precisamos agir mais rapidamente - QU Dongyu, diretor-geral da FAO.
O relatório destaca que as melhorias nos dados de fome são desiguais entre as regiões. Enquanto Ásia e América Latina apresentam avanços, a África enfrenta um cenário alarmante com 309 milhões de pessoas passando fome.
A insegurança alimentar global também continua sendo uma preocupação, com aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas afetadas, resultando em dificuldades para acessar dietas adequadas.
Com a análise das implicações dos conflitos no Oriente Médio, estima-se que entre 510 a 520 milhões possam continuar a sofrer de fome em 2030, um aumento em relação às previsões anteriores.
✨ As crises recentes mostram a necessidade de fortalecer os sistemas agroalimentares.
O custo de uma alimentação saudável subiu para US$ 4,28 por dia em paridade de poder de compra, destacando-se como um dos principais obstáculos na luta contra a fome.
Em várias regiões, em especial na África, a acessibilidade a uma dieta saudável apresenta uma queda significativa, com 66,6% da população incapaz de assegurar essa alimentação.
Embora o documento aponte para progressos nas taxas de fome, desafios significativos permanecem em acessibilidade e qualidade da nutrição.
"Uma alimentação saudável continua inacessível para uma em cada três pessoas no planeta - Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
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Jornalista especializado em Saúde

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