Acordo visa coibir venda de dispositivos em marketplaces.

A Anatel e grandes varejistas online firmaram um pacto na terça-feira (23) para barrar a comercialização de minicelulares, que têm sido apreendidos dentro de unidades prisionais de Canoas e representam um risco à segurança pública.
Compõem o acordo plataformas como Amazon, Mercado Livre, Shopee e Magalu. A Anatel ressalta que a compactação desses dispositivos facilita a sua ocultação em presídios, burlando sistemas de vigilância.
✨ Minicelulares são tão pequenos que enganam equipamentos de fiscalização.
Para assegurar uma fiscalização eficaz, o novo acordo determina que as plataformas desenvolvam tecnologias, potencialmente usando inteligência artificial, para verificar o número de homologação dos dispositivos anunciados. Este número permite identificar detalhes do celular, como fabricante e modelo.
"Ainda há um alto percentual de anúncios sem informações essenciais, o que dificulta a rastreabilidade
Estes minicelulares, devido ao seu formato reduzido, têm se mostrado particularmente atrativos para os detentos. Recentemente, em Canoas, um celular do tamanho de uma tampa de caneta foi descoberto em uma cela sem ser detectado pelos sistemas de segurança. Em outro caso, na cidade de São José do Rio Preto, um preso engoliu três celulares e quatro baterias.
Em 2025, um minicelular disfarçado como lata de refrigerante foi encontrado em uma penitenciária de Cuiabá (MT), também passando despercebido pelos equipamentos de fiscalização.
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Jornalista especializado em Segurança

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