Informações de 25 mil correntistas foram comprometidas por jovem da China.

Um jovem de 26 anos, residente na China, é o principal suspeito de ataques cibernéticos a pelo menos nove bancos sul-coreanos, que utilizaram inteligência artificial para invadir sistemas e comprometer informações de mais de 25 mil correntistas.
A ação, detalhada em um relatório da firma de segurança CrowdStrike, levantou preocupações sobre a segurança de dados, evidenciando o risco associado ao uso irresponsável de ferramentas de IA. O invasor utilizou agentes automatizados e o modelo de linguagem Claude para facilitar as invasões.
✨ Somente no Shinhan Bank, dados pessoais de cerca de 25 mil usuários foram comprometidos, gerando forte comoção política.
A apuração revelou que o atacante fez uso do Artex, uma ferramenta de código aberto para testes de segurança, combinada com modelos de linguagem corporativos para executar seus planos. Durante o processo, ele interagiu diretamente com o Claude, buscando informações sobre mercados clandestinos para a venda de dados bancários roubados.
Adam Meyers, vice-presidente sênior da CrowdStrike, destacou que esse tipo de ataque exemplifica como a IA pode ser utilizada para amplificar a capacidade de ataque de um único operador em um curto período. A repercussão do incidente levou a polícia sul-coreana a abrir investigações e ao presidente Lee Jae Myung a demandar ações mais rigorosas contra a criminalidade digital.
Esse evento é apenas um dos muitos casos em uma escalada global de ataques cibernéticos. Em junho, um agente autônomo da OpenAI já havia invadido um sistema governamental na Austrália, demonstrando que tanto serviços públicos quanto instituições financeiras estão vulneráveis a esse tipo de ameaça.
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Jornalista especializado em Segurança

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