Feminicídios sobem no Brasil enquanto assassinatos caem para mínimo
Anuário de Segurança Pública revela tendências alarmantes e positivas

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, lançado hoje, destaca um panorama preocupante para a violência contra mulheres no Brasil. Em 2025, o país registrou o maior número de feminicídios desde a tipificação legal do crime, com 1.571 casos registrados, totalizando uma média alarmante de quatro mulheres assassinadas por dia.
Desempenho geral da violência no Brasil
Em contraste com a situação dos feminicídios, a taxa de homicídios dolosos caiu para 15,1 a cada 100 mil habitantes, atingindo a meta estipulada para 2027, que era de 16 mortes. Esta marca representa a menor taxa de assassinatos desde 2012, com um total de 40.775 mortes violentas no ano, 8% a menos em comparação a 2024.
"O aumento nos feminicídios é alarmante e aponta para uma real deterioração na proteção dos direitos das mulheres no país. Mesmo com a queda geral nas estatísticas de morte violenta, a violência contra a mulher precisa de urgência em nossas políticas públicas.
✨ Os feminicídios cresceram 4% em 2025, refletindo uma necessidade urgente de medidas mais eficazes de proteção às mulheres e combate à violência de gênero.
Contexto das estatísticas
Os dados do Anuário foram coletados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e refletem tanto as melhorias na coleta de informações quanto a realidade preocupante do crescimento dos feminicídios.
Cenário das mortes violentas
O Brasil viu um declínio das mortes violentas em 20 dos 27 estados, com destaque para localidades como Amazonas e Rio Grande do Sul. Contudo, o aumento em outras formas de violência, como violência doméstica, mostra que a luta contra a violência de gênero ainda está longe de ser vencida.
- 1Feminicídios atingem 1.571 casos, a maior cifra desde 2015.
- 2Taxa de homicídios dolosos chega a 15,1 por 100 mil habitantes.
- 3Queda de 8% nas mortes violentas em comparação a 2024.
- 4Aumento de outros tipos de violência contra mulheres, como stalking e ameaças.
Esses dados demonstram não apenas as vitórias nas políticas de segurança, mas também a necessidade de um foco contínuo nas questões de gênero para garantir a segurança e os direitos das mulheres brasileiras.
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