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Segurança
2 min de leitura

Grupo de estelionatários causa perda de R$ 200 milhões a empresa

Polícia Civil do RS atua contra fraudes eletrônicas em operação.

Giovani Ferreira09 de junho de 2026 às 10:00
Grupo de estelionatários causa perda de R$ 200 milhões a empresa

Uma organização criminosa que se disfarçava de executivos para enganar funcionários do setor financeiro causou um prejuízo aproximado de R$ 200 milhões a uma empresa do setor industrial, conforme revelou a Polícia Civil do Rio Grande do Sul durante operação realizada nesta terça-feira (9).

Estratégia do golpe

Os golpistas, que atuavam principalmente nas proximidades de Cuiabá (MT), utilizavam técnicas de engenharia social. Eles criavam perfis falsos em aplicativos de mensagens com informações públicas e fotos de executivos reais para convencer os funcionários financeiros a realizarem transferências bancárias urgentes, alegando necessidade de sigilo.

As autoridades cumpriram 87 medidas cautelares, incluindo 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão, além de ordens para bloquear contas bancárias associadas ao crime em estados como Mato Grosso e Rio Grande do Norte.

Organização bem estruturada

O grupo operava de forma hierárquica, com funções específicas para cada membro, desde os que planejavam as fraudes até os que gerenciavam a movimentação financeira e o pagamento a recrutadores, chamados de 'tripeiros', que ajudavam a abrir contas bancárias para o esquema.

Delegada Luciane Bertoletti destaca a sofisticação dos golpes.

A delegada responsável pela investigação, Luciane Bertoletti, enfatizou que os criminosos estudavam minuciosamente cada empresa, identificando os contatos no setor financeiro, o que evidencia o grau de planejamento envolvido nas fraudes.

As penas para os crimes investigados podem ultrapassar 26 anos de reclusão, incluindo estelionato qualificado e lavagem de dinheiro.

Apoio institucional

A Operação Interface contou com a colaboração do Ministério da Justiça e Segurança Pública, através do Ciberlab, que é vinculado à Coordenação-Geral de Combate aos Crimes Cibernéticos.

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