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Segurança
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Julgamento de policiais militares por morte de delator do PCC começa

Os réus são acusados de homicídio qualificado no crime de 2024

João Pereira22 de junho de 2026 às 15:35
Julgamento de policiais militares por morte de delator do PCC começa

O julgamento dos policiais militares envolvidos na morte de Vinicius Gritzbach, de 38 anos, iniciou nesta segunda-feira (22) e será realizado no Fórum Criminal de Guarulhos. O delator do PCC foi assassinado em um ataque a tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos em 2024, e agora os réus enfrentam acusações de homicídio qualificado.

Os acusados, Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva, são investigados pelo Ministério Público por sua participação na execução de Gritzbach e na morte de Celso Araujo Sampaio de Novais, que foi um dos atingidos no atentado. Durante o ataque, outros dois indivíduos também foram feridos.

O julgamento está previsto para durar cinco dias, e a decisão do Conselho de Sentença deve ser anunciada até sexta-feira (26).

Contexto do Crime

Em 8 de novembro de 2024, Gritzbach foi atacado enquanto desembarcava de um voo no aeroporto, após firmar um acordo de delação premiada com o Ministério Público, o que expôs esquemas de lavagem de dinheiro e conexões do PCC. O incidente ocorreu por volta das 16h, quando os atiradores dispararam 27 vezes, atingindo Gritzbach com dez tiros.

O empresário estava acompanhado da namorada e foi surpreendido no momento em que levou uma mala para fora do terminal. Imagens de segurança mostram a gravidade da situação, em que Gritzbach tentou escapar, mas acabou caindo após ser alvejado.

Evidências e Acusações

Laudos periciais indicam que a munição utilizada era da Polícia Militar e que o DNA de dois dos réus foi encontrado no local e em veículos abandonados relacionados ao crime.

Implicações e Repercussão

O assassinato provocou uma onda de investigações que revelou o envolvimento de policiais em atividades ilícitas e conexões com o PCC. As denúncias de Gritzbach levaram à Operação Tacitus, que visou desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro de bilhões de reais que utilizava fintechs em benefício da facção.

A defesa dos réus alega falhas em provas genéticas apresentadas durante o julgamento e questiona a integridade da investigação, mas o Ministério Público defende a precisão das evidências coletadas.

A expectativa é que o desfecho do julgamento traga desdobramentos significativos nas investigações sobre a atuação do PCC e a corrupção policial.

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