Karen Mori deve entregar passaporte e se apresentar mensalmente à Justiça.

A Justiça de São Paulo decidiu revogar as medidas cautelares que mantinham Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como 'Japa do PCC', sob prisão domiciliar. Embora as restrições tenham sido diminuídas, ela deverá continuar se apresentando mensalmente à Justiça e entregar seu passaporte.
Segundo o veredicto da juíza Paula Regina Schempf Cattan, divulgado na última terça-feira (28), a mulher não poderá deixar o estado de São Paulo sem autorização judicial. Além disso, a tornozeleira eletrônica que usava poderá ser retirada somente após a entrega do passaporte à Polícia Federal, em um prazo de cinco dias.
✨ Karen foi presa em fevereiro de 2024 e é acusada de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
O indiciamento de Karen ocorreu após investigações que se iniciaram em junho de 2023, revelando seu suposto envolvimento na lavagem de dinheiro da facção criminosa. Ela teria assumido os negócios do marido, Wagner Ferreira da Silva, conhecido como 'Cabelo Duro', que foi assassinado em 2018 durante uma guerra interna do grupo.
Investigação identificou que Karen utilizava empresas ligadas à beleza e imóveis para ocultar a origem do dinheiro proveniente do tráfico de drogas, além de ser apontada como responsável por movimentar quantias significativas em várias cidades.
Ao ser presa, a polícia encontrou em sua casa um carro de luxo, mais de R$ 1 milhão e US$ 50 mil. As movimentações financeiras de Karen mostraram um padrão de ocultação que a Liga com o tráfico de drogas, conforme relatado por Artur Dian, delegado-geral do caso.
Desde então, Karen vinha cumprindo prisão domiciliar, que foi determinada após a defesa argumentar questões relacionadas ao seu filho de 12 anos e alegar que ela não estava diretamente envolvida em crimes violentos. Entretanto, a juíza ressaltou que a continuidade da prisão domiciliar se tornou uma punição antecipada, já que a investigação ainda não havia sido concluída.
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Jornalista especializado em Justiça

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