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Segurança
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Mortes no trânsito crescem no Brasil com aumento de motocicletas

Dados do Atlas da Violência 2026 indicam crescimento alarmante

Tiago Abech26 de maio de 2026 às 10:50
Mortes no trânsito crescem no Brasil com aumento de motocicletas

Em 2024, o Brasil contabilizou 37.150 fatalidades no trânsito, com um aumento significativo nas mortes relacionadas a motocicletas, que somaram 15.459, representando 41,6% do total de óbitos nas estradas.

Os dados foram revelados no Atlas da Violência 2026, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Apesar de uma redução geral de 20% nas mortes no trânsito em uma década, as fatalidades envolvendo motocicletas cresceram desde 2014.

Mudanças na mobilidade urbana

O estudo também destacou como a ascensão dos aplicativos alterou a mobilidade nas cidades brasileiras, transformando as motocicletas em uma ferramenta vital para muitos trabalhadores, especialmente nos estados do Norte e Nordeste. Entre 2019 e 2024, as mortes no trânsito envolvendo motos aumentaram em 38%.

A taxa de mortalidade no trânsito em 2024 foi de 17,5 por 100 mil habitantes, inferior à de 2014, mas em crescimento acelerado.

Daniel Cerqueira, coordenador do Atlas da Violência, expressou preocupação com a crescente exposição ao risco que os motociclistas enfrentam, especialmente jovens que atuam como entregadores de aplicativos.

Prevenção e segurança no trânsito

Medidas urgentes para combater a mortalidade no trânsito foram propostas, incluindo a redução de velocidade, melhorias na infraestrutura viária e programas de educação para o trânsito. Cerqueira também enfatizou a necessidade de uma legislação que aborde o uso intensivo de motocicletas.

Além disso, o Brasil registrou 29.870 homicídios com armas de fogo em 2024, uma redução significativa, embora a participação das armas de fogo nos homicídios tenha se mantido alta, especialmente na região Nordeste.

Contexto sobre homicídios com armas de fogo

Em 2024, as armas de fogo estiveram envolvidas em 70,1% dos homicídios no Brasil, o menor índice na última década.

O estudo sugere que a dinâmica da violência no Brasil está se fragmentando, com alguns estados mostrando um aumento nos homicídios com armas de fogo, enquanto outros experimentam quedas significativas.

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