Ministério Público refuta alegações sobre saúde do ministro do STJ

O Ministério Público Federal (MPF) rebateu a defesa do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que alegou que um diagnóstico de 'disfunção sexual' impossibilitaria a prática de assédio sexual das quais ele é acusado.
Em um parecer anexado ao processo administrativo que corre no STJ, o MPF afirma que o relatório urológico apresentado, que indica uma disfunção sexual moderada, não exclui a possibilidade de que o ministro tenha praticado os atos de assédio.
O órgão também mencionou o depoimento de um médico que atuou como testemunha no caso. Durante a investigação, o médico, questionado pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, afirmou que as condições de saúde de Buzzi 'não tornam impossíveis' os episódios mencionados por uma das denunciantes.
✨ Buzzi possui dificuldade de equilíbrio e maior risco de quedas, mas isso não impede os comportamentos descritos nas denúncias.
O médico explicou que Buzzi tem diferenças no comprimento das pernas e dificuldades de mobilidade, o que limita suas atividades físicas. Contudo, garantiu que isso não impede a prática dos atos pelos quais ele é denunciado.
Desde abril, Buzzi enfrenta um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) devido a denúncias de assédio sexual de duas mulheres. Uma delas, uma jovem de 18 anos, alega que foi assediada durante um banho de mar em Balneário Camboriú em janeiro. A outra, ex-colaboradora de seu gabinete, relata toques e comentários inapropriados entre 2023 e 2025.
A defesa de Buzzi apresentou laudos médicos para tentar afastar as acusações, argumentando que as condições da praia e as limitações físicas do ministro não seriam compatíveis com os episódios narrados.
O MPF concluiu que há evidências suficientes para caracterizar infrações funcionais e solicitou a aplicação da pena de aposentadoria compulsória ao ministro.
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Jornalista especializado em Segurança

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