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Segurança
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MPF contesta defesa de Buzzi e pede punição no STJ

Ministério Público refuta alegações sobre saúde do ministro do STJ

Gabriel Rodrigues09 de julho de 2026 às 11:05
MPF contesta defesa de Buzzi e pede punição no STJ

O Ministério Público Federal (MPF) rebateu a defesa do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que alegou que um diagnóstico de 'disfunção sexual' impossibilitaria a prática de assédio sexual das quais ele é acusado.

Em um parecer anexado ao processo administrativo que corre no STJ, o MPF afirma que o relatório urológico apresentado, que indica uma disfunção sexual moderada, não exclui a possibilidade de que o ministro tenha praticado os atos de assédio.

Testemunho do médico

O órgão também mencionou o depoimento de um médico que atuou como testemunha no caso. Durante a investigação, o médico, questionado pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, afirmou que as condições de saúde de Buzzi 'não tornam impossíveis' os episódios mencionados por uma das denunciantes.

Buzzi possui dificuldade de equilíbrio e maior risco de quedas, mas isso não impede os comportamentos descritos nas denúncias.

O médico explicou que Buzzi tem diferenças no comprimento das pernas e dificuldades de mobilidade, o que limita suas atividades físicas. Contudo, garantiu que isso não impede a prática dos atos pelos quais ele é denunciado.

Denúncias contra Buzzi

Desde abril, Buzzi enfrenta um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) devido a denúncias de assédio sexual de duas mulheres. Uma delas, uma jovem de 18 anos, alega que foi assediada durante um banho de mar em Balneário Camboriú em janeiro. A outra, ex-colaboradora de seu gabinete, relata toques e comentários inapropriados entre 2023 e 2025.

A defesa de Buzzi apresentou laudos médicos para tentar afastar as acusações, argumentando que as condições da praia e as limitações físicas do ministro não seriam compatíveis com os episódios narrados.

Contexto

O MPF concluiu que há evidências suficientes para caracterizar infrações funcionais e solicitou a aplicação da pena de aposentadoria compulsória ao ministro.

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