Defesa de Buzzi defende sua inocência em caso de assédio no STJ
Advogados afirmam que provas são robustas e provam sua inocência

A defesa do ministro Marco Buzzi, do STJ, garantiu que evidências colhidas durante o processo administrativo indicam claramente sua inocência em relação às acusações de importunação sexual apresentadas contra ele.
Em depoimentos realizados na quinta-feira (11), a defesa destacou que as provas mostraram, de forma 'robusta e inequívoca', que os incidentes alegados não ocorreram. No total, 20 testemunhas foram convocadas para depor no processo.
✨ As duas mulheres que fizeram as denúncias optaram por não comparecer aos depoimentos.
A primeira acusação envolve uma jovem de 19 anos, que é filha de amigos da família de Buzzi. A defesa argumenta que imagens de câmeras de segurança e laudos periciais comprovam que nenhuma importunação ocorreu.
"'A prova técnica e oral converge, de maneira inequívoca, para a ausência de qualquer conduta de importunação', declarou a defesa em um comunicado.
A segunda acusação foi feita por uma servidora do STJ, alegando assédio no ambiente de trabalho. A defesa ressalta que as provas acumuladas demonstram que Buzzi e essa servidora não poderiam ter permanecido a sós nas circunstâncias relatadas, o que comprometeria a credibilidade da acusação.
✨ Todas as testemunhas até o momento afirmaram que nunca presenciaram qualquer episódio de assédio.
O processo está sendo analisado por uma comissão de instrução composta pelos ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva. Como os detalhes do processo são sigilosos, os depoimentos foram realizados em caráter reservado, sem acesso da mídia ou do público.
Buzzi está afastado de suas funções desde 10 de fevereiro, e em abril, o plenário do STJ resolveu, por unanimidade, abrir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar as alegações, com base em uma sindicância iniciada anteriormente.
A CNN está tentando contatar a defesa das vítimas para obter um posicionamento sobre o caso.
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