Ação visa desmantelar grupo que ameaçava comerciantes e mototaxistas

O Ministério Público do Rio de Janeiro lançou uma ofensiva contra uma milícia atuante em Queimados, culminando em 20 mandados de prisão nesta quarta-feira (1º). Os membros da organização são acusados de extorquir comerciantes locais e mototaxistas, impondo ameaças para a cobrança de taxas semanais de segurança.
Investigações indicam que um total de 21 indivíduos foram denunciados por sua ligação com essa organização criminosa. Dentre os mandados emitidos pela Justiça, cinco dizem respeito a detentos já cumprimindo pena em instituições prisionais, enquanto os demais se concentram em endereços em Queimados e Nova Iguaçu. Até o início da manhã, já havia sido possível cumprir nove mandados, dos quais cinco foram nas unidades prisionais e quatro nas ruas.
✨ Grupo criminoso operou ao longo de 2024 cobrando taxas ilegais.
As investigações se intensificaram após a apreensão do celular de Washington Gabriel de Oliveira Rosa, conhecido como Bibi, que foi preso em um confronto entre milícias rivais em Queimados. Mensagens encontradas no dispositivo foram cruciais e revelaram planos para atacar grupos adversários, além de monitorar a atuação de policiais.
Esta operação é parte da terceira fase da Operação Hunter. As fases anteriores ocorreram em julho de 2019 e janeiro de 2024. O nome 'Hunter' faz alusão ao autodenomeado grupo 'caçadores de ganso', termo utilizado dentro do universo do crime para descrever membros de facções rivais.
Os mandados de prisão foram autorizados pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
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Jornalista especializado em Segurança

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