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Segurança
2 min de leitura

Operação na Bahia resulta em prisões de advogados e líderes de facções

Forças de segurança desmantelam comunicação entre criminosos em presídios

Gabriel Rodrigues03 de julho de 2026 às 14:25
Operação na Bahia resulta em prisões de advogados e líderes de facções

Na manhã desta sexta-feira (3), uma grande operação da segurança pública na Bahia resultou na prisão de 22 indivíduos, incluindo 12 detentos e 9 advogados, enquanto um outro advogado permanece foragido.

A ação, chamada de ‘Sintonia de Gravata’, focou em integrantes de facções como o Comando Vermelho (CV), o Bonde do Maluco (BDM) e o Terceiro Comando Puro (TCP), que têm se destacado por suas atividades ilícitas no estado.

Advogados foram acusados de violar o sigilo legal para facilitar a gestão de facções criminosas dentro do sistema penitenciário.

As investigações revelaram que esses advogados teriam burlado as restrições impostas aos presos de segurança máxima, permitindo que líderes de facções continuassem a comandar e organizar atividades criminosas, como o tráfico de drogas e a circulação de armas.

Mandados de prisão e apreensões

Durante a operação, foram cumpridos 22 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão em várias cidades, incluindo Salvador e Feira de Santana. Equipamentos como notebooks, celulares e documentos foram confiscados.

Além disso, a Justiça decidiu bloquear ativos financeiros dos investigados, limitando o total a R$ 10 milhões, como parte das medidas para conter a movimentação financeira vinculada às atividades ilegais.

Contexto da operação

‘Sintonia de Gravata’ é uma operação desenvolvida em parceria entre o Ministério Público, a Secretaria de Administração Penitenciária, a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Civil, visando desmantelar planos de comunicação entre facções que operam no estado.

As investigações apontam para um aparato criminoso bem estruturado e organizado, que vem impactando diretamente a segurança pública na Bahia. O fluxo de informações entre os membros em liberdade e os detentos tem permitido que as facções mantenham suas operações mesmo dentro do sistema prisional.

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