Geraldo Leite Rosa Neto tentava contato com a policial após feminicídio

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob a acusação de feminicídio da esposa Gisele Alves Santana, agora enfrenta uma nova denúncia por assédio moral e sexual de uma soldado da Polícia Militar.
De acordo com documentos apresentados, no dia 4 de março, duas semanas após a morte de Gisele, Neto tentou se comunicar com a soldado, buscando justificar suas ações. A vítima relata que pediu para ele parar de incomodá-la, uma vez que sua conduta estava fazendo com que a associassem como sua amante.
✨ A soldado afirmou que Neto a perseguia e tentou se aproximar dela de diversas formas.
A acusação sustenta que o tenente-coronel descobriu o endereço da soldado e fez visitas não consentidas, manifestando desejo de estabelecer um relacionamento com ela. A defesa da policial destaca seu medo em relação ao oficial, considerando-o uma ameaça, especialmente após a morte da esposa.
O relato inclui várias tentativas de Neto para um relacionamento amoroso, incluindo solicitações de reuniões privadas e propostas de cargos. Mesmo após a recusa da soldado em aceitar a aproximação, ele continuou a insistir, inclusive dizendo que a 'colocaria' em uma posição sem sua permissão.
Após essas insistências, a soldado decidiu solicitar a mudança de função no batalhão, optando pelo patrulhamento nas ruas, na esperança de evitar mais contatos indesejados.
No entanto, Neto não desistiu, insistindo constantemente em se aproximar dela, chegando a enviar flores e aparecer em locais onde sabia que a soldado estaria.
"A esposa seguramente já sabia das intenções dele, conforme denunciado.
Adicionalmente, a soldado registrou que Neto se gabava de sua posição e das conexões que tinha dentro da corporação, insinuando que quaisquer denúncias contra ele seriam manejadas a seu favor.
A defesa de Geraldo Neto negou ter conhecimento da nova acusação. A Corregedoria da Polícia Militar foi contatada, mas não forneceu respostas até o momento. Enquanto isso, a soldado, que se mantém em anonimato, passou a lidar com as consequências de sua decisão de denunciar.
Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em 18 de fevereiro e o caso, inicialmente tratado como suicídio, evoluiu para uma investigação de feminicídio e fraude processual, resultando na prisão preventiva de seu esposo no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março.
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Jornalista especializado em Justiça

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