Policiais militares no Rio são denunciados por irregularidades em operações
Denúncia do MP-RJ aponta invasões e uso inadequado de casas em Favela.

Dez policiais militares foram acusados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) por uma série de infrações graves, como invasão de propriedade, desobediência e descumprimento de deveres, durante uma operação nas comunidades Nova Holanda e Parque União em janeiro de 2025.
As denúncias foram encaminhadas à Auditoria da Justiça Militar, após depoimentos de testemunhas que relataram irregularidades associadas ao Batalhão de Operações Especiais (Bope), enquanto atuavam em uma ação do Comando de Operações Especiais (COE).
✨ Os policiais invadiram residências sem autorização judicial, muitas vezes quando os moradores não estavam em casa.
Conforme os relatos, o cabo Rodrigo da Rocha Pita foi identificado abrindo portas com uma chave do tipo 'mixa' para acessar imóveis sem consentimento. Outras entradas também ocorreram de forma similar, e em algumas ocasiões, os agentes surpreenderam moradores em suas casas.
Após as invasões, os policiais foram acusados de utilizar as residências para lazer, como descansar em sofás e camas, utilizar banheiros e até consumir bebidas encontradas nas casas. Em certos casos, a permanência dos agentes nos imóveis violava as obrigações de serviço para as quais estavam designados.
Irregularidades nas câmeras corporais
Além das invasões, o MP-RJ também mencionou problemas no uso das câmeras corporais dos policiais. Foi relatado que alguns agentes, como Rodrigo Rosa Araújo Costa e Diogo de Araújo Hernandes, teriam intencionalmente obstruído os dispositivos, fazendo com que a gravação resultasse apenas em telas pretas.
O MP-RJ destacou ainda que o cabo Jorge Guerreiro Silva Nascimento posicionou sua câmera de maneira que não captou corretamente as ações da operação.
Outros policiais denunciados incluem os sargentos Douglas Nunes de Jesus, Carlos Alberto Britis Júnior, e Bruno Martins Santiago, além do tenente Felippe Martins e cabo Diego Ferreira Ramos Martins.
✨ Acusações também foram feitas contra policiais que abandonaram suas funções para permanecer no interior dos imóveis invadidos.
O Plantão da ADPF 635, estabelecido pelo MP-RJ, serve como um canal para que cidadãos relatem violações aos direitos fundamentais durante operações policiais.
Resposta da Polícia Militar
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar abriu uma investigação em resposta às alegações. Segundo a assessoria de imprensa da corporação, um relatório sobre as irregularidades foi enviado à Auditoria de Justiça Militar, e o comando reiterou seu compromisso com a legalidade e transparência nas apurações.
A nota também ressaltou que a própria Corregedoria iniciou o procedimento apuratório assim que tomou conhecimento dos desvios de conduta envolvendo seus integrantes.
O MP-RJ afirma que está à disposição para colaborar integralmente com as investigações.
✨ Denúncias sobre irregularidades podem ser feitas pelo e-mail ou telefone fornecidos pelo MP-RJ.
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