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Segurança
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Traficante 'Maquinista' morre em operação policial na Bahia

Marilio dos Santos foi condenado há dois dias e estava foragido.

Tiago Abech16 de abril de 2026 às 19:35
Traficante 'Maquinista' morre em operação policial na Bahia

O traficante Marilio dos Santos, conhecido como 'Maquinista', faleceu em uma operação policial na região metropolitana de Salvador, Bahia, na última quinta-feira, dia 16. Ele era o mandante do assassinato da ialorixá Bernardete Pacífico e havia sido condenado a 29 anos de prisão apenas dois dias antes.

Operaçao Policial

As autoridades, em nota, relataram que Marilio foi localizado por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) após sua condenação. Durante a tentativa de prisão, ele atirou em direção aos policiais e foi alvejado em resposta aos disparos. Embora tenha sido socorrido imediatamente, não sobreviveu aos ferimentos.

Uma arma de fogo e munições foram apreendidas no local da operação.

Reação da Defesa

Os advogados de Marilio expressaram surpresa com sua morte, ressaltando a rápida resposta das autoridades após a sentença judicial. Eles afirmaram que essa ação encerra a responsabilidade penal de Marilio e destaca a gravidade da situação.

Contexto do Crime

Marilio era o último dos seis acusados pelo assassinato de Mãe Bernadete ainda foragido. A Justiça já havia condenado Arielson da Conceição Santos a 40 anos e meio de prisão por ser um dos executores do crime, o que é contestado pela defesa.

Bernardete Pacífico, assassinada em 17 de agosto de 2023, era uma referência na luta pelos direitos quilombolas e a defesa do meio ambiente.

Sobre o Crime

Bernardete foi morta com 25 disparos em sua casa, onde liderava a associação do Quilombo Pitanga dos Palmares, enquanto estava acompanhada de seus netos.

O crime foi instigado por Sérgio Ferreira de Jesus, que, insatisfeito com a postura de Bernardete em relação à exploração ilegal de madeira na região, ajudou membros da facção Bonde do Maluco a cometer o ato violento. Bernardete era uma figura significativa na Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas e tinha um histórico de denúncias de ameaças.

A ialorixá estava sob o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos do governo federal e a Justiça ainda não marcou datas para o julgamento dos outros envolvidos no caso.

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