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tecnologia
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Crianças evitam celulares por preocupações com privacidade

Queda na posse de celulares entre jovens de 10 a 13 anos é registrada

João Pereira02 de julho de 2026 às 11:40
Crianças evitam celulares por preocupações com privacidade

Um estudo recente do IBGE revela um fenômeno interessante: a posse de celulares entre crianças de 10 a 13 anos declinou pela primeira vez desde o início da pesquisa em 2016, com apenas 55,2% dessa faixa etária possuindo o aparelho, o que representa uma queda de 1,5 ponto percentual em relação a 2024.

A principal razão apontada para essa diminuição é a crescente preocupação com a privacidade e segurança, que foi citada por 32% dos responsáveis, uma alta significativa de 7,8 pontos percentuais em comparação com o ano anterior. Este dado é ainda mais alarmante ao considerar que essa preocupação quase dobrou desde 2022, quando os pais se preocupavam mais com o preço e a falta de necessidade do aparelho.

As crianças de 10 a 13 anos foram o único grupo etário a registrar uma queda na posse de celulares em 2025.

Gustavo Fontes, analista do IBGE, destaca que essa mudança reflete uma crescente vigilância dos adultos sobre a segurança das crianças, incentivada também por restrições ao uso de celulares nas escolas. Além disso, a pesquisa mostrou uma leve diminuição no acesso à internet nessa faixa etária, de 84,9% para 84,4%.

Paradoxalmente, o percentual de adultos que utilizam a internet não só se mantém estável, mas também cresce, subindo de 89,2% para 90,5% entre a população geral. Isso demonstra um contraste significativo nas etapas etárias em relação ao uso de tecnologia.

Avanço da Tecnologia entre Idosos

Outros dados interessantes da pesquisa focam no aumento do uso da internet entre os idosos. Em 2025, 74,5% dos brasileiros com mais de 60 anos estavam conectados, um crescimento de 4,4 pontos percentuais em relação a 2024. A posse de celulares nesse grupo também apresenta alta, passando de 78,3% para 80,3%.

A principal razão para idosos não se conectarem é a falta de conhecimento sobre como usar a tecnologia.

O analista Gustavo Fontes observa que tais mudanças são reflexos do cotidiano atual, em que a internet se tornou essencial para acesso a diversos serviços, como bancos e instituições públicas. Em 2025, 74,2% da população acedia serviços financeiros pela internet, um salto de 14,4 pontos percentuais em dois anos.

Além disso, pela primeira vez, mais da metade da população online afirmou comprar produtos ou serviços pela rede, com um aumento de 47,9% para 52,7%.

Entre as funções mais utilizadas por quem está conectado, 95,3% usam a internet para chamadas de voz ou vídeo, seguido por 90,2% que enviam mensagens e 89,3% que assistem a vídeos.

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