Golpistas usam identidade visual da instituição para enganar cidadãos vulneráveis

A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE-PA) notificou a Meta, responsável pelo WhatsApp e Facebook, devido ao aumento de fraudes que usam a identidade visual da instituição para enganar cidadãos em situação vulnerável.
A ação foi promovida pelo Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), que solicita ações rigorosas para combater a criação de perfis falsos nas plataformas digitais.
✨ Criminosos se aproveitam da fragilidade financeira das vítimas para aplicar golpes, comprometendo a confiança nos serviços da defensoria.
Os golpistas têm atuado em Belém e em municípios interioranos, contatando vítimas pelo WhatsApp e solicitando pagamentos sob falsas promessas relacionadas a processos judiciais.
Essas fraudes têm um impacto particularmente negativo sobre pessoas que já enfrentam dificuldades econômicas, aumentando suas vulnerabilidades.
De acordo com a DPE-PA, os golpistas utilizam logotipos oficiais e até se apresentam como defensores para aumentar a credibilidade de suas abordagens fraudulentas.
Eles frequentemente fornecem informações que soam verdadeiras para induzir as vítimas a realizarem transferências financeiras.
✨ O Nudecon exige soluções efetivas da Meta, como verificações de contas e canais diretos para denúncias.
Uma demanda específica da Defensoria inclui a criação de ferramentas de identificação automática de usuários que se fazem passar por instituições públicas.
Cássio Bitar, coordenador do Nudecon, indicou que a defensoria já iniciou ações para responsabilizar os envolvidos nesses golpes.
Estatísticas mostram que o problema se espalhou, afetando 12 estados, além do Distrito Federal e da Defensoria Pública da União, com denúncias de fraudes similares em todo o Brasil.
Os crimes incluem a cobrança de taxas inexistentes e promessas fraudulentas, em que os golpistas criam um falso senso de urgência para pressionar as vítimas.
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Jornalista especializado em Justiça

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