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Justiça
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Defensoria do Pará exige medidas da Meta contra fraudes digitais

Golpistas usam identidade visual da instituição para enganar cidadãos vulneráveis

Ricardo Alves08 de junho de 2026 às 18:00
Defensoria do Pará exige medidas da Meta contra fraudes digitais

A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE-PA) notificou a Meta, responsável pelo WhatsApp e Facebook, devido ao aumento de fraudes que usam a identidade visual da instituição para enganar cidadãos em situação vulnerável.

A ação foi promovida pelo Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), que solicita ações rigorosas para combater a criação de perfis falsos nas plataformas digitais.

Criminosos se aproveitam da fragilidade financeira das vítimas para aplicar golpes, comprometendo a confiança nos serviços da defensoria.

Os golpistas têm atuado em Belém e em municípios interioranos, contatando vítimas pelo WhatsApp e solicitando pagamentos sob falsas promessas relacionadas a processos judiciais.

Essas fraudes têm um impacto particularmente negativo sobre pessoas que já enfrentam dificuldades econômicas, aumentando suas vulnerabilidades.

Uso Indevido de Imagens Oficiais

De acordo com a DPE-PA, os golpistas utilizam logotipos oficiais e até se apresentam como defensores para aumentar a credibilidade de suas abordagens fraudulentas.

Eles frequentemente fornecem informações que soam verdadeiras para induzir as vítimas a realizarem transferências financeiras.

O Nudecon exige soluções efetivas da Meta, como verificações de contas e canais diretos para denúncias.

Uma demanda específica da Defensoria inclui a criação de ferramentas de identificação automática de usuários que se fazem passar por instituições públicas.

Cássio Bitar, coordenador do Nudecon, indicou que a defensoria já iniciou ações para responsabilizar os envolvidos nesses golpes.

Estatísticas mostram que o problema se espalhou, afetando 12 estados, além do Distrito Federal e da Defensoria Pública da União, com denúncias de fraudes similares em todo o Brasil.

Os crimes incluem a cobrança de taxas inexistentes e promessas fraudulentas, em que os golpistas criam um falso senso de urgência para pressionar as vítimas.

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