Anatel aprova sistema da Vivo, mas investiga práticas em outras operadoras

As operadoras de telefonia estão em meio a uma disputa crescente a respeito do sistema de bloqueio de ligações indesejadas, recentemente aprovado pela Anatel. O 'Vivo Anti-spam', da Vivo, tem sido criticado por concorrentes como a TIM, que alegam que a ferramenta tem bloqueado chamadas legítimas.
Desde junho, a Anatel está analisando a legalidade deste serviço, que pode impactar o funcionamento das demais redes. Apesar das reclamações, a agência concluiu que não há provas suficientes para classificar o sistema da Vivo como uma infração regulatória.
Na última quinta-feira (13), a Anatel reafirmou que a Vivo pode prosseguir com sua ferramenta, mas impôs exigências. As operadoras devem seguir princípios de transparência e não podem bloquear chamadas sem critérios bem definidos, a fim de evitar prejudicar seus concorrentes ou os consumidores.
✨ A Anatel recomenda padronização para bloqueio de chamadas indesejadas.
A TIM, entre outras operadoras, questionou o fato de a Vivo ter ativado o sistema por padrão para todos os usuários desde maio de 2026. A Vivo se defendeu ao afirmar que a taxa de cancelamento do serviço é extremamente baixa, o que indicaria sua aceitação pelos consumidores.
A agência reguladora identificou que a ativação automática do bloqueio é benéfica para proteger consumidores, especialmente aqueles menos familiarizados com tecnologia, facilitando o combate a fraudes.
Além da TIM, outras operadoras relataram que o sistema da Vivo interferiu em chamadas importantes, como as de serviços públicos. A falta de transparência em como as ligações são filtradas gerou desconforto e críticas no setor.
Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, destacou que é comum que serviços de anti-spam, tanto em telefonia quanto em e-mails, possam bloquear chamadas que não deveriam ser impedidas, chamando a atenção da Anatel para a necessidade de um mecanismo que previna isso.
Com a recomendação da Anatel para um possível padrão de bloqueio entre todas as operadoras, a intenção é que os consumidores tenham proteção contra chamadas indesejadas, enquanto garantam que ligações legítimas não sejam afetadas.
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Anatel investiga reclamações sobre o bloqueio de chamadas legítimas.

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