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tecnologia
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Meta pode sofrer penalidades se não alterar design vicioso

União Europeia exige mudanças para proteger usuários vulneráveis

Gabriel Rodrigues10 de julho de 2026 às 09:20
Meta pode sofrer penalidades se não alterar design vicioso

A Meta, conhecida por suas plataformas Facebook e Instagram, foi alertada pela União Europeia sobre a necessidade de alterar seu design que é considerado viciante. Caso não atenda a essa demanda, a empresa poderá ser multada em até 6% do seu faturamento anual global.

Bruxelas argumenta que a gigante da tecnologia não implementou medidas adequadas para mitigar os riscos apresentados por suas plataformas, especialmente para usuários mais vulneráveis, incluindo crianças e adultos em situação de fragilidade. Essas funcionalidades, que atraem e retêm a atenção dos usuários, são vistas com preocupação pelas autoridades.

A Comissão Europeia enfatiza que garantir a saúde física e mental dos europeus deve ser a prioridade das redes sociais.

Henna Virkkunen, vice-presidente da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, fez declarações reforçando a necessidade de mudanças no design do Instagram e do Facebook. Em um parecer preliminar, a Comissão sugeriu desativar funcionalidades viciantes, como a reprodução automática de vídeos e a rolagem infinita.

  • 1Implementar pausas eficazes no uso.
  • 2Adaptar recomendações para reduzir o engajamento excessivo.
  • 3Desativar funcionalidades que estimulam o uso contínuo.

Apesar de discordar das conclusões apresentadas, a Meta afirmou que está disposta a colaborar de forma construtiva com os órgãos reguladores da UE. A intenção é promover mudanças sem a necessidade de penalidades.

Além disso, a análise da União Europeia ocorre em um momento em que especialistas estão prontos para apresentar recomendações sobre a proteção dos menores de conteúdos impróprios online, o que indica um aumento da pressão regulatória sobre plataformas digitais.

Contexto

Em 2024, a UE iniciou a investigação contra a Meta com base na nova Lei de Serviços Digitais, que visa conter os excessos das grandes empresas de tecnologia e garantir um ambiente digital mais seguro para todos.

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