Brasil pedia adaptação nas regras de antimicrobianos, mas europeus não aceitaram

O governo brasileiro encontrou um obstáculo em suas tentativas de implementar um período de adaptação nas novas regras sobre antimicrobianos na produção de carne bovina, que foram rejeitadas pela União Europeia.
A proposta brasileira visava permitir que os frigoríficos comprovassem a ausência de antimicrobianos somente nos meses que precedem o abate, enquanto se desenvolveria um sistema de rastreabilidade mais robusto nos próximos anos. No entanto, a UE afirmou que não aceitará qualquer mecanismo de transição relacionado a essas regras.
Fontes que participam das discussões revelaram que a complexidade da cadeia produtiva bovina no Brasil é o principal impasse, uma vez que os animais podem ser criados em diversas propriedades antes do abate, dificultando a rastreabilidade total exigida pela legislação europeia.
✨ A legislação europeia sobre antimicrobianos foi aprovada em 2018 e começa a ser aplicada em setembro de 2026.
Enquanto outras proteínas, como aves e ovos, podem ser geridas com maior facilidade devido aos ciclos produtivos mais curtos, a pecuária bovina demanda um sistema que atenda às rigorosas normas sanitárias da Europa. Embora algumas empresas consigam oferecer rastreabilidade completa, a quantidade de gado sob esse controle é limitada.
A União Europeia retirou recentemente o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal que utilizam antimicrobianos não permitidos. O prazo para envio dos documentos exigidos está sendo cumprido pelo governo brasileiro, que deve finalizar a preparação até o fim da semana.
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