Material combina polímeros de silicone e óxido de zircônio com tecnologias inovadoras.

Um time de pesquisa da Universidade de Illinois, localiza na Estados Unidos, desenvolveu um tecido inovador que combina tecnologias de resfriamento com geração de energia. Este material, feito por impressão 3D, é composto por um polímero à base de silicone, a dimeticona, e nanopartículas de óxido de zircônio.
O óxido de zircônio desempenha um papel fundamental nas propriedades térmicas e elétricas do tecido. A pesquisa visa aproveitar o fenômeno do choque estático – aquela descarga de energia sentida ao tocar objetos – para transformar roupas em fontes de eletricidade.
✨ O tecido pode se manter entre 3 °C a 6 °C mais frio que a temperatura ambiente, atingindo temperaturas até 10 °C inferiores comparado ao algodão comum.
A eficiência do resfriamento se deve ao alto índice de refração do óxido de zircônio, que reflete 96% da luz solar, minimizando o aquecimento do material. Com uma estrutura de tramas abertas, o silicone também contribui para dissipar o calor corporal.
Além do resfriamento, o óxido de zircônio é utilizado para a geração de energia. As nanopartículas amplificam a eletricidade estática, a qual é gerada pelo atrito do tecido com o corpo. Durante os movimentos do usuário, pequenos choques são produzidos e convertidos em sinais que ativam uma segunda camada da roupa, capaz de gerar e conduzir calor.
Embora essa função não tenha uma utilidade prática no dia a dia, ela pode beneficiar alpinistas em climas frios ao proporcionar uma sensação de maior conforto. Os pesquisadores ressaltam que este é um primeiro teste para avaliar a efetividade da geração de energia, com a expectativa de que, no futuro, a eletricidade gerada possa ser utilizada para alimentar dispositivos como sensores de movimento ou luzes LED sem depender de baterias externas.
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Jornalista especializado em Tecnologia

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