Relatório aponta que a falta de representatividade feminina em áreas de IA pode limitar oportunidades econômicas

Um estudo do Fórum Econômico Mundial (WEF) e do LinkedIn, apresentado em Londres, revela que o avanço da inteligência artificial (IA) pode acentuar as desigualdades de gênero no mercado de trabalho. A análise destaca que as funções mais afetadas por essa tecnologia costumam ser aquelas com alta concentração de mulheres.
Saadia Zahidi, membro do comitê executivo do WEF, ressaltou que muitas vagas em escritórios, que historicamente proporcionaram bons ganhos para as mulheres, estão passando por transformações devido à IA. A situação é ainda mais crítica nas empresas de IA, onde a representação feminina é consideravelmente inferior em comparação com companhias não especializadas nesse setor.
✨ Apenas um em cada cinco cargos em engenharia de IA é ocupado por mulheres, conforme aponta a executiva do LinkedIn, Sue Duke. Sem sua inclusão nas áreas científicas e novas funções emergentes, os benefícios econômicos da IA tendem a favorecer essencialmente os homens.
Diante desse cenário, Duke enfatizou a necessidade de investimentos por parte de governos e empresas para apoiar a presença feminina na formação e desenvolvimento em IA. O relatório do WEF, que acompanha as desigualdades de gênero há 20 anos, destaca que embora tenham diminuído nos últimos anos, essa redução desacelerou a partir de 2016.
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