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Café brasileiro sofre queda de preço com colheita avançada

Média do arábica cai 8,7% em maio de 2026 devido a fatores globais

Ricardo Alves20 de junho de 2026 às 01:15
Café brasileiro sofre queda de preço com colheita avançada

O preço do café brasileiro está intimamente ligado ao mercado internacional, e em maio de 2026, o Cepea registrou uma queda de 8,7% na média mensal do café arábica, impactada pelo avanço da colheita nacional.

Essa variação de preço é influenciada por diversos fatores, como a taxa do dólar, os estoques globais, o clima em outros países produtores, e contratos em bolsas internacionais. Para os produtores, isso significa que eles frequentemente avaliam se é mais vantajoso vender para o mercado interno ou exportar.

O café arábica teve uma média de R$ 1.653,92 por saca de 60 kg em maio de 2026, indicando uma queda de R$ 157,95 por saca em relação ao mês anterior.

A colheita da safra 2026/27 avançando levou a esta pressão sobre os preços. Contudo, no mês seguinte, chuvas nas áreas de cultivo interromperam essa tendência de queda, já que dificultaram a colheita e reduziram a oferta do produto temporariamente.

Impactos do Mercado Externo

Essa dinâmica não se limita apenas ao café. A soja e a carne também são afetadas pelo cenário internacional. Em maio, o agronegócio brasileiro exportou US$ 16 bilhões, com a China sendo responsável por cerca de 40% das aquisições. A soja em grãos destacou-se como o principal item de exportação do setor.

Relação com o Mercado Global

Mudanças na procura global, como um aumento na demanda da China ou problemas de safra em outros países, podem impactar diretamente os preços dos produtos no Brasil. Isso significa que, mesmo que os produtos sejam produzidos localmente, suas cotações não dependem apenas da oferta nacional.

Quando a demanda externa aumenta e os preços internacionais sobem, uma fração da produção é direcionada para exportação, o que faz com que o preço interno suba. Assim, enquanto os agricultores podem faturar mais, os consumidores enfrentam preços mais elevados no supermercado.

Portanto, para produtos exportáveis, o preço no Brasil é influenciado não só pela oferta local, mas também pela disposição do mercado global em pagar por eles.

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