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Estrutura de hedge melhora previsibilidade na cadeia de lácteos

Ferramenta lançada pela StoneX com Cepea e CNA promete customização de contratos

Gabriel Rodrigues13 de maio de 2026 às 19:25
Estrutura de hedge melhora previsibilidade na cadeia de lácteos

A cadeia de lácteos do Brasil agora conta com uma inovação crucial: uma estrutura de hedge desenvolvida para atender às necessidades do mercado nacional. Apresentada nesta terça-feira (13) pela StoneX, com apoio do Cepea e da CNA, a nova ferramenta visa proporcionar maior previsibilidade de preços e reduzir a volatilidade tradicionalmente associada ao setor.

Customização e Flexibilidade

O modelo de hedge pode operar de maneira OTC (over the counter), ou mercado de balcão, onde a StoneX serve como intermediária entre compradores e vendedores. Diferente dos contratos futuros padronizados, a nova estrutura possibilita contratos personalizados para produtores, cooperativas, e indústrias do setor lácteo, refletindo a dinâmica específica do mercado brasileiro.

A nova ferramenta é a primeira a ser especificamente adaptada para o mercado lácteo brasileiro.

Marianne Tufani, gerente da StoneX Leite Brasil, destaca que o setor de lácteos foi um dos últimos a adotar ferramentas de gestão de risco, especialmente considerando a crescente influência internacional sobre os preços internos. "Com essa nova estrutura, os produtores poderão planejar suas margens e investimentos a longo prazo com maior confiança", afirma.

Detalhes dos Contratos

Na fase inicial, os contratos abrangerão leite UHT, queijo muçarela, leite em pó integral industrial e leite ao produtor, com liquidação mensal e opções com prazos de até 12 meses.

Os preços das mercadorias estarão atrelados a indicadores do Cepea, focando em regiões estratégicas como o Sudeste para leite UHT e muçarela, São Paulo para leite em pó, e um índice médio nacional para o leite ao produtor.

Expectativas e Impacto no Setor

A StoneX, que opera em mais de 20 países e tem uma longa trajetória no mercado global de lácteos, espera atrair grandes indústrias e cooperativas inicialmente, com a intenção de expandir a participação de bancos e investidores conforme o mercado amadurece.

"

Essa ferramenta já existe em países produtores desenvolvidos e chega ao Brasil para modernizar nossa abordagem no mercado de leite

Jônadan Ma, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA.

Além do hedge, os usuários poderão contar com suporte consultivo da StoneX, que incluirá análises de mercado e estratégias personalizadas para maximizar a eficiência das operações.

A pesquisadora do Cepea, Natália Grigol, ressalta as transformações no setor leiteiro, onde a crescente complexidade e a volatilidade do mercado exigem soluções como o hedge para garantir um futuro mais estável e previsível.

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