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Fazenda em MG conquista primeira certificação de bem-estar animal no Brasil

Certificação pioneira eleva padrões de manejo na suinocultura brasileira

João Pereira19 de abril de 2026 às 20:10
Fazenda em MG conquista primeira certificação de bem-estar animal no Brasil

A granja de suínos da Auma Agronegócios, situada em Patos de Minas, Minas Gerais, é a pioneira no Brasil ao obter a certificação de bem-estar animal da Produtor do Bem, abrangendo todas as etapas da produção suinícola.

Novos padrões de qualidade

O selo de bem-estar animal, válido por um ano, é o primeiro oferecido pela Produtor do Bem ao setor suinícola nacional. Esta certificação representa uma nova exigência técnica, que vai além das normas tradicionais aplicadas tanto no Brasil quanto em outros programas internacionais.

O protocolo da Produtor do Bem adota critérios mais rigorosos, especialmente no manejo de matrizes, como o sistema de 'cobre-solta', que proporciona maior liberdade de movimento às fêmeas.

Lucimar Silva, CEO da Auma Agronegócios, enfatiza que esta certificação reflete o compromisso da empresa com práticas sustentáveis e a oferta de alimentos de qualidade ao consumidor. 'O bem-estar animal é essencial para nossa estratégia, pois está interligado à eficiência produtiva e ao cuidado com os nossos animais', declarou.

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A produção responsável faz parte da atuação do Ecossistema Auma, que já possui outras certificações socioambientais consolidando sua imagem no mercado.

Resultados positivos no manejo

Baltazar Vieira, gerente de produção da Auma, destaca que a implementação das práticas recomendadas começou em 2022 e já mostra resultados positivos, como a redução da taxa de natimortos de 8% para 3% após a introdução de melhorias no ambiente dos animais.

Conquistas e inovações

Além de eliminar o uso de ocitocina, a granja também reduziu práticas como o corte de dentes e caudas, sem que isso resultasse em aumento de casos de canibalismo.

Vieira enfatiza que as inovações promovidas não só melhoraram o bem-estar animal, mas também impactaram positivamente o desempenho produtivo, refletindo em índices zootécnicos mais robustos.

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