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meio-ambiente
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Práticas agrícolas impactam diversidade do solo e ciclagem de nutrientes

Estudo revela como diferentes métodos afetam a saúde do solo

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 14:10
Práticas agrícolas impactam diversidade do solo e ciclagem de nutrientes

Pesquisas conduzidas por Elisa Uemura, especialista em Microbiologia, revelam que as práticas agrícolas têm um impacto significativo na biodiversidade e na estrutura ecológica do solo, afetando diretamente a ciclagem de nutrientes e o controle natural de pragas.

A análise elaborada na meta-análise de Puissant et al. (2021), que compila dados de mais de 4.800 medições em 103 estudos, revela que os nematoides desempenham um papel central neste processo devido à sua presença variada em diferentes ambientes e suas funções na cadeia alimentar.

Os sistemas convencionais, utilizados com nematicidas, podem reduzir em até 70,2% os fitófagos, porém, essa prática também causa uma diminuição de 32,1% na riqueza total de organismos do solo.

Impactos das Práticas Agrícolas

De acordo com a pesquisa, o uso de preparo convencional afeta negativamente o solo, resultando em uma diminuição de 15,1% no índice de maturidade e 26,2% no índice de estrutura. Os organismos onívoros e predadores também são impactados, levando a uma teia alimentar menos complexa.

Por outro lado, a rotação de culturas por mais de dois anos provou ser benéfica, reduzindo significativamente a população de nematoides fitófagos em 47,2% e aumentando a diversidade geral do solo em 20,3%.

A fertilização orgânica, de acordo com os achados, pode incrementar a abundância total de organismos em 69,8%, com um crescimento expressivo de 113% entre os bacteriófagos e 141% entre os fungívoros.

Culturas de cobertura também foram identificadas como benéficas, aumentando a abundância geral em 45,3%, embora resulte em um aumento de 79,6% nos fitófagos, reforçando a necessidade de seleção cuidadosa das espécies plantadas.

A agricultura orgânica mostrou um aumento de 33% na densidade dos organismos do solo, sem expandir as populações de fitófagos.

Os resultados sugerem que a recuperação da biodiversidade no solo está intimamente relacionada ao tempo de adoção das práticas e ao nível de matéria orgânica, evidenciando que a saúde do solo é resultado de um conjunto de intervenções e não de práticas isoladas.

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