Projeções do clima indicam chuvas irregulares e aumento de temperaturas
Instituto Nacional de Meteorologia prevê impacto nas atividades agropecuárias entre maio e julho de 2026

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) anunciou, nesta segunda-feira (11), o Boletim Agroclimatológico Mensal, que apresenta previsões climáticas e dados sobre armazenamento de água no solo para o trimestre de maio a julho de 2026. Essas informações são cruciais para o planejamento das atividades agropecuárias em todo o Brasil.
De acordo com o boletim, a previsão é de chuvas acima da média na Região Norte, especialmente entre o norte do Amapá e o nordeste do Pará, onde os volumes podem exceder 100 milímetros em relação à média histórica. Por outro lado, o sul da Amazônia deve registrar precipitações próximas ou abaixo do normal.
✨ Temperaturas no norte do Brasil podem subir até 1°C, afetando o desenvolvimento das lavouras.
Enquanto a umidade do solo deverá se manter acima de 70% na maioria da Região Norte durante o mês de junho, o armazenamento de água apresenta riscos, com a previsão de quedas significativas a partir de junho, principalmente nas áreas do sul do Amazonas, Acre, Rondônia, sul do Pará e Tocantins.
O boletim destaca que essa redução pode comprometer a qualidade das lavouras e a saúde das pastagens, resultando em déficit hídrico na região. Em agosto, por exemplo, áreas do sudeste do Pará e sul do Amazonas poderão apresentar perdas superiores a 150 milímetros.
Impactos nas Regiões Nordeste e Centro-Oeste
Na Região Nordeste, a previsão é de chuvas acima da média na parte central do Maranhão, norte do Piauí e Ceará. Essas áreas podem receber até 100 milímetros a mais, enquanto o interior da região deve passar por chuvas próximas à média histórica. No entanto, o déficit hídrico tende a aumentar entre junho e julho, particularmente no centro-sul do Maranhão, onde as lavouras de segunda safra podem ser afetadas.
Para o Centro-Oeste, o boletim alerta sobre chuvas abaixo da média, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde a umidade do solo deve cair abaixo de 30% a partir de junho, colocando em risco as culturas de milho e algodão em fase crítica de desenvolvimento.
Prévia para o Sudeste e Sul
Na Região Sudeste, a previsão também indica precipitações abaixo da média, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, com um aumento das temperaturas durante o trimestre. Esse cenário poderá trazer consequências para as culturas de segunda safra, especialmente o milho e feijão, que requerem um cuidado redobrado em meio à escassez hídrica.
Finalmente, para a Região Sul, a previsão mostra um equilíbrio, com chuvas na média em partes do Rio Grande do Sul, enquanto Paraná e Santa Catarina devem enfrentar uma escassez de água.
Resumo das Previsões
Chuvas irregulares e aumento das temperaturas afetarão o desenvolvimento das lavouras entre maio e julho de 2026, com regiões específicas enfrentando escassez ou excesso hídrico, o que poderá impactar significativamente a agropecuária brasileira.
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