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Agronegócio
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Processadoras de palma buscam espaço no biodiesel com novas misturas

Indústria vê potencial no aumento de mistura de biodiesel no diesel

Ricardo Alves20 de maio de 2026 às 05:05
Processadoras de palma buscam espaço no biodiesel com novas misturas

As processadoras de óleo de palma estão analisando a possibilidade de aumentar sua contribuição na produção de biodiesel, especialmente se o governo decidir elevar a mistura de combustíveis renováveis no diesel. No entanto, o setor enfrenta desafios para ingressar em mercados emergentes de novos biocombustíveis, como o diesel verde e o combustível sustentável de aviação (SAF).

A palma supera a soja em rendimento e aproveitamento na indústria.

Victor Almeida, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Palma (Abrapalma), ressalta que a palma possui vantagem em relação à soja, pois gera mais óleo e é totalmente utilizada na manufatura. Porém, ele não acredita que o setor consiga competir com a Petrobras, que coprocessa óleos vegetais com óleo fóssil em suas refinarias, devido à significativa economia de investimento que essa técnica proporciona.

Atualmente, o óleo de palma representa somente 5% do total de biodiesel produzido, enquanto o óleo de soja corresponde a mais de 70% e o sebo bovino entre 5% e 10%. Almeida destaca que a indústria de biodiesel paga atualmente um valor inferior pelo óleo de palma em comparação à indústria alimentícia, o que impacta negativamente nas vendas de biocombustíveis.

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É necessário passar pela palma para atingir maiores misturas de biodiesel

Victor Almeida

Almeida argumenta que a produção de óleo de palma é significativamente mais elevada do que a da soja, sendo que um hectare de palma pode render até oito vezes mais óleo do que um hectare de soja. Além disso, ao aumentar a produção de óleo de soja, a oferta de farelo também precisa ser expandida, o que acaba diminuindo seu preço e gerando um aumento no custo do óleo para compensar essa queda.

Contexto Adicional

O processamento da palma gera menos coprodutos, já que os resíduos, como os cachos secos, são reaproveitados como adubo, reduzindo o impacto ambiental. A água residual do óleo também é utilizada nas lavouras, enquanto o palmiste pode ser utilizado para produção de alimentos.

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