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Soja enfrenta pressão de plantio nos EUA e geopolítica no Oriente Médio

Mercado de soja reage a clima favorável e tensões regionais

Giovani Ferreira22 de junho de 2026 às 17:15
Soja enfrenta pressão de plantio nos EUA e geopolítica no Oriente Médio

A análise 'Direto do Campo' da Grainsights, divulgada nesta segunda-feira (22), indica que o mercado de soja está respondendo ao progresso do plantio nos Estados Unidos e a previsões climáticas favoráveis, diminuindo o prêmio relacionado a riscos climáticos no curto prazo.

O relatório enfatiza que a sustentação dos preços será mais limitada e que o óleo de soja pode exercer apenas um suporte marginal. Além disso, a geopolítica continua sendo um fator significativo de volatilidade, impactando os fundamentos do setor agrícola.

O Exército do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, aumentando as tensões com os EUA, o que pode afetar os mercados energéticos e de biocombustíveis, além da soja.

Em contrapartida, apesar desse anúncio, houve relatos de passagem de navios comerciais na região. O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu que pode retomar ações militares se o bloqueio persistir. Este cenário de incerteza no Oriente Médio sustenta os complexos energéticos e limita quedas significativas nos preços da soja.

No que diz respeito à oferta global, a abundante colheita na América do Sul age como um limitador para uma recuperação mais robusta dos preços em Chicago, visto que a produção da região é competitiva em relação à americana.

Ainda, os prêmios de exportação nos portos brasileiros permanecem em alta, influenciados por desafios logísticos relacionados à chegada da safrinha de milho. Para os próximos dias, o foco do mercado se volta às condições das lavouras dos Estados Unidos, que estão em um estágio crítico de desenvolvimento vegetativo.

Os relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o comportamento irregular da demanda chinesa devem impactar a formação de preços em Chicago. Por fim, a variação do câmbio continua a ser um ponto central no mercado físico, com produtores buscando momentos de valorização do dólar para fixar vendas e manter margens, alinhados à expectativa de uma safra abundante nos EUA.

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